Sociedade médica reforça importância da vacinação
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terça-feira, 17 de julho de 2018
Reportagem Local 
Preocupada com a queda da cobertura vacinal no território nacional, a SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade) orienta e reforça a importância das vacinas que previnem doenças, muitas delas desconhecidas da população, devido à erradicação e controle pela eficácia do procedimento.
As vacinas são medicamentos que oferecem, em maior ou menor grau, proteção individual contra doenças, e a depender de sua eficácia, imunidade populacional, ao bloquear a circulação dos agentes causadores destas doenças. As campanhas de vacinação, que buscam essencialmente a proteção da população, fazem parte da história de vários países e especialmente do Brasil, que conta com um dos melhores programas de imunização do mundo.
As explicações para a diminuição nas taxas de vacinação englobam diversos fatores. "Um deles é o possível desabastecimento das vacinas em algumas cidades. Além disso, o Brasil está recebendo milhares de refugiados a cada mês. Independentemente do país de origem, essa população não recebe os cuidados adequados devido à falta de uma política pública que direcione um olhar sanitário maior, assim como os viajantes que entram e saem do país sem nenhum controle vacinal. Ainda sobre política pública, com o crescimento de adeptos do movimento anti-vacina, não há um monitoramento do Ministério da Saúde ou Anvisa para entendimento, argumentação e até propostas de diálogo", argumenta Denize Ornelas, médica de família e diretora da SBMFC.
"Hoje há também uma dificuldade de vacinação e adesão de acordo com a proposta do Ministério da Saúde, principalmente pelo horário de atendimento da maioria das Unidades Básicas de Saúde ainda ser das 8 às 17 horas, de segunda a sexta-feira, muitas vezes incompatível com o horário de trabalho dos pais e cuidadores das crianças. Precisamos aproveitar melhor os dias de campanhas de fim de semana, em que há uma facilidade para atualização das vacinas para quem perdeu o prazo", explica.
TODAS AS DOSES
Muitas vacinas têm mais de uma dose, e elas se complementam, não é um reforço como muitos pensam. Caso tenha até três doses, todas devem ser tomadas para que a imunização completa seja realmente efetivada, pois cada uma age de uma forma diferente e só completam a proteção, quando todas as doses forem realizadas. "O sistema imunológico precisa de todas as doses para que organismo tenha uma reação de proteção e possa gerar as células de defesa e memória imunológica produtoras de imunoglobulinas, que são os anticorpos que vão combater o vírus ou a bactéria responsável pela doença", comenta Ornelas.


