Sociedade deve valorizar potencial do deficiente
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de agosto de 1998
Lucilia Okamura 
A sociedade inclusiva foi proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) em dezembro de 1990 e trata, basicamente, de uma sociedade em que todos são responsáveis pelo bem-estar dos outros. No caso dos portadores de deficiências físicas e mentais, significa a valorização das capacidades e ajuda para que eles possam se integrar à sociedade.
Quando se fala em deficiente, não podemos achar que o problema é só dele. É nosso também porque temos de ter a preocupação com as outras pessoas, afirma a psicóloga e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Solange Leme Ferreira, que falou sobre o assunto ontem de manhã, na Oficina da Saúde (área central). A palestra faz parte das atividades da Semana de Conscientização da Pessoa Portadora de Deficiência.
Solange acredita que a inclusão dos deficientes à sociedade tem de partir de um trabalho educacional que começa com as crianças. Temos que fazer uma conscientização sobre quem é deficiente (visual, auditivo, etc), o que significa ser deficiente, e verificar o que eles têm de limitações e potencialidades, destaca.
Autora de um livro que trata do assunto - Aprendendo sobre deficiência mental: um programa para crianças - que foi lançado em abril deste ano, a professora afirma que o trabalho com crianças é importante porque serve também para despertar os adultos para o assunto. Aprendendo na escola sobre os deficientes, a criança fala sobre o assunto em casa e, com determinados questionamento, ela pode mobilizar os pais, alega.
A Semana de Conscientização está sendo organizado pela prefeitura e entidades de atendimento e de defesa aos portadores de deficiência. Além de palestras, a programação inclui exposição de trabalhos, ruas de recreio e passeios de portadores de deficiência.


