Quem não tem problemas na família, não fica doente, ou não passa por dificuldades financeiras, por favor pode ir direto ao segundo parágrafo deste texto. Aos demais, segue uma sugestão. Recorrentes na atualidade, estes problemas revelam um estado febril da sociedade brasileira. Um remédio alternativo, segundo um dos diretores da Seicho-No-Ie do Brasil, Heitor Miyazaki, seria o equilíbrio espiritual. E não se trata de receita religiosa, pelo contrário, as lições que ele ensina para este mal são mais filosóficas do que dogmáticas.
No último final de semana, foi realizada na sede regional de Londrina da Seicho-No-Ie, a palestra ''A chave para a solução dos problemas e prosperidade'', ministrada pelo professor Miyazaki. Entre diversos ensinamentos, uma lição que ele julga ser a mais importante: ''O homem tem cinco desejos essenciais: ser amado, elogiado, reconhecido, útil e livre''.
De acordo com ele, possibilitar a si mesmo a realização desses desejos é encontrar a chave para a felicidade.
Com base nas lições da filosofia oriental, Miyazaki defende que todos os conflitos humanos poderiam ser resolvidos se os homens aprendessem a lidar com o próprio ego. ''Os egoístas são muito materialistas. Entre os casais, por exemplo, é comum ver dissidências quando uma das partes quer do outro apenas benefícios para si. Não seria mais fácil reconhecer que também tem de agradar?'', propõe.
Ele explica que a Seicho-No-Ie tem como lição básica o não sectarismo religioso, acompanhado da busca pela espiritualização das pessoas. ''Não importa a religião, o que o homem precisa é ir além da materialidade. Empresas já preferem candidatos mais espiritualizados por acreditar que eles se tornarão funcionários mais cooperativos e menos individualistas''. Há 54 anos na doutrina que é mais filosofia do que religião , hoje Miyazaki é preletor da Sede Central de São Paulo e aspirante à preletor internacional. Na sua bagagem reúne trabalhos em 18 países, experiências como administrador de empresas, professor, apresentador de programas de televisão e o principal: muitas histórias de ajuda a pessoas que estavam no limite da esperança.
Em diversas delas, ele lida com problemas de mães com filhos revoltados às vezes envolvidos com drogas e más companhias. Ele explica que, na maioria destes casos, as mulheres se culpam porque não queriam engravidar ou porque acreditam que não educaram os filhos como queriam. Miyazaki ensina que essa culpa é negativa porque atrapalha a enxergar uma solução para os problemas. ''Além disto, o transtorno pode ser causado por questões espirituais mal-resolvidas, e tudo isso tem de ser considerado para o processo de ajuda destas mães'', acrescenta.
Mas o que fazer diante de situações difíceis? Como reconher onde está o problema? A sugestão do professor é de que a pessoa busque o próprio equilíbrio espiritual e viva acreditando em si mesma. ''O que tem arrastado a humanidade é a preocupação exagerada com o pecado. Precisamos entender, de uma vez por todas, que somos filhos sublimes de Deus, e que o amor dele é absoluto e não condicionado à nossa conduta'', propõe.

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