Turismo em Carlópolis
O prefeito de Carlópolis, Isaac Tavares da Silva, esteve em Brasília, na Secretaria Nacional de Aqüicultura e Pesca, tratando da liberação de 400 mil reais para a realização de projeto de turismo e lazer na represa da cidade. Ele foi recebido pelo coordenador geral de pesca artesanal, Ivanilson de Souza, em visita solicitada pelo deputado federal Alex Canziani. Carlópolis e Fartura (sua vizinha do lado paulista) adquiriram um iate, com capacidade para 96 pessoas, que já é grande atração naquela região.


*** Será encerrada hoje a campanha Inverno Solidário promovida pelo Lions Clube de Londrina Centro, presidido pelo médico Mário Sérgio Azenha. As fraldas geriátricas arrecadadas serão entregues, hoje, às 10 horas, na Associação Médica de Londrina, para igrejas católicas, evangélicas e centros espíritas.

*** As duplas-country João Márcio & Fabiano e Alex & Evandro apresentam-se hoje na Up Hall, que amanhã terá como atrações Délcio Luiz e Ricardinho e sua Banda, de São Paulo, e os conjuntos Quem Dera e Beleza Pura, em shows de axé e pagode.

*** Dança flamenca, hoje, na loja da Bordignon no Catuaí, com as alunas da professora Tatina Pimenta, a partir das 16 horas, durante gostoso café da tarde.

*** Um grupo de paraguaios foi ontem à cervejaria Fábrica 1. Ficou de voltar na feijoada de hoje. Acho que eles estão querendo levar a receita artesanal para
Assunção...

Rural aos 59 anos
A Sociedade Rural do Paraná está completando amanhã 59 anos de atividades, sempre na defesa da agropecuária brasileira. Além de divulgar mundialmente a cidade, coma realização da tradicional Exposição de Londrina, a entidade é considerada uma das mais representativas instituições do País na defesa dos direitos dos produtores rurais. Inicialmente como Associação Rural de Londrina e depois como Sociedade Rural do Paraná, a entidade já teve entre seus dirigentes principais, lideranças rurais como Hugo Cabral, Manoel Gonçalves Garcia, Arthur Thomas, Álvaro Godoy, Celso Garcia Cid, Justiniano Címaco da Silva, Ruy Cunha, Euzébio Barbosa de Menezes, Anibal Sinval Leme, Carlos Aldighieri, Angelo Decânio, Horácio Sabino Coimbra, Antonio Fernandes Sobrinho, Nicolau Lunardelli, Nelson Egas, Rafael Rezende, Nelson Maculan, Américo Ugolini, Omar Mazzei Guimarães, Francisco Sciarra, Manoel Garcia Cid, Luiz Roberto Neme, Jamil Janene, Brazilio de Araujo Neto, Luiz Meneghel Neto, José Carlos Tiburcio, Samir Cury Eid, Francisco Galli e tem como presidente atual Edson Neme Ruiz. Na foto, a equipe de funcionários da Rural, que amanhã festejará a data, homenageando seus 1.200 associados.

Paraná precisa aproveitar o grande potencial do Oriente
O londrinense Elias Antunes, experiente consultor de economia, que durante 12 anos dirigiu a Cia. Vale do Rio Doce no Japão, esteve em Londrina neste começo de semana, visitando seus familiares e conversamos com ele, durante visita que fez à Folha, em companhia de sua irmã Maria Vitória Antunes. Elias lembrou que nosso último encontro havia sido há cerca de 40 anos, quando ele, recem pós-graduado no Japão, retornou à Londrina. Fiz com ele entrevista para a Folha e para a TV Coroados, onde eu tinha programa semanal. Elias Antunes disse que o Paraná precisa aproveitar o grande potencial de negócios que o Oriente oferece, notadamente a China, a Coréia e o Japão. E que essas oportunidades não são apenas para as grandes corporações, mas estão acessiveis também às pequenas e médias empresas brasileiras e, em especial, paranaenses, desde que elas se preparem com dedicação e persistência. Para Elias, uma das saídas para superar barreiras como custos de viagens, estudos de mercado, adequação técnica, etc., é desenvolver parcerias, montar redes de contatos (as famosas business networking), e, enfim, trabalhar em grupo e utilizar as competências dos mais experientes de maneira racional.
China, Coréia e Japão
Para que os empresários de Londrina, do Paraná e do Brasil, leitores da Folha, saibam como a China, a Coréia e o Japão poderão ser maiores parceiros ainda, percebam alguns detalhes com os dados comparativos de 2004: O PIB do Brasil é de 605 bihões de dólares. O da China é de 1.543 trilhões de dólares. O da Coréia do Sul é de 582 bilhões de dólares e o do Japão é de 4.780 trilhões de dólares. O Brasil exportou 5,4 bilhões para a China; 1,43 bilhões para a Coréia do Sul e 2,77 bilhões para o Japão. E importou 3,7 bilhões da China; 1,73 bilhões da Coréia do Sul e 2,87 bilhões do Japão. O Paraná exportou 1,1 bihões para a China; 202 milhões para a Coréia e 194,7 bihões para o Japão. E importou 170 milhões da China; 18,8 milhões da Coréia do Sul e 97,7 milhões do Japão. Os dados são do Banco do Brasil, do FMI e de estatísticas de cada País.
Outros detalhes
A China, terceiro maior país do mundo em extensão territorial, logo depois da Russia e Canadá, tem apenas 26,41 por cento de terras cultiváveis. É, por outro lado, o pais mais populoso do mundo e podemos afirmar - disse Elias Antunes - que de cada grupo de cinco pessoas, uma vive na China. Um grande mercado que os brasileiros e os paranaenses precisam conquistar melhor. A China - afirma ele - é um dos países em melhores condições de responder positivamente a qualquer esforço brasileiro para o aumento imediato de nossas exportações. É também por esse motivo que temos concentrado nossos trabalhos, em parceria com a Fiep, na expansão das vendas brasileiras para aquele país, adiantou. O Paraná foi, em 2004, o maior Estado exportador brasileiro para a China, para onde vendeu cerca de 1,1 bilhões de dólares (em torno de 20,4% das exportações brasileiras para aquele país), sendo exportados, como principais produtos, a soja, motores, autopeças e acessórios, madeiras, couros, carnes de frango e suínos, papéis e etc.
Mais duas missões
Com as duas missões já realizadas este ano para a China e com mais duas previstas para o segundo semestre, além das visitas mensais que estamos recebendo de delegações chinesas, o Paraná continuará certamente a manter sua liderança entre os estados brasileiros. O que é ótimo.
Com o Japão
Com um PIB nominal 7,9 vezes superior ao do Brasil, enquanto seu PIB per capita é quase 11,4 vezes superior ao nosso, o Japão exportou cerca de 5,9 vezes as exportações brasileiras e importou cerca de 7,3 vezes as nossas importações, o que indica seu apetite por produtos externos. O ruim para nós é que o saldo da balança comercial do Brasil com o Japão foi, da mesma forma que com a Coréia do Sul, deficitário em cerca de 100 milhões de dólares, o que significa que devemos aumentar nossos esforços para conquistar uma fatia maior do mercado japonês, pois este país importou apenas cerca de 2,91% das exportações totais brasileiras e, pior ainda, o Brasil forneceu apenas 0,6% das importações totais nipônicas. O Paraná foi em 2004 o 6º maior Estado exportador brasileiro para o Japão, para onde vendeu cerca de 195 milhões de dólares (7,03% das exportações brasileiras para os japoneses), e isto em carnes de frango, milho, café solúvel e outros derivados do café, fios de seda, farelo de soja e produtos de madeira. Duas missões econômicas paranaenses ao Japão foram também realizadas este ano e o potecnial é grande para o aumento de negócios, principalmente no setor de alimentos. Produtos agrícolas, como soja não transgênica e outros orgânicos, terão cada vez maior aceitação na pauta das exportações paranaenses para os japoneses. Resta trabalhar e agir.


Perfil de Elias
*** Elias Antunes fez o primário no Grupo Escolar Hugo G. Simas e teve como colegas José Manella, Alba Deliberador e Margaret Mercer, entre outros londrinenses. Estudou filosofia, teologia e economia na Universidade do Rio de Janeiro. E realizou o sonho de fazer pós-graduação no Japão, estudando a cultura comparada japonesa moderna. Autodidata na lingua nipônica, ganhou bolsa de estudos, fez curso especial de japonês em Osaka, a segunda maior cidade do Japão. Estudou também na Universidade de Tóquio. A convivência com amigos da colônia japonesa em Londrina foi um estímulo para ele começar a aprender a lingua do ‘sol nascente’. Foi para a Vale Rio Doce em 1970. Lá ficou durante 25 anos, até 94. Ele criou a Rio Doce Ásia em 93. No ano seguinte, abriu o escritório da Vale do Rio Doce em Shangai, na China. Voltou para o Brasil em fins de 95. Já foi 130 vezes ao Japão. Cuidou da grande maioria dos projetos conjuntos da Vale com o Japão, China, Coréia, Taiwan, Malásia, Indonésia e Sri Lanka. Atualmente reside em São Paulo e é consultor da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, a Fiep.


Portal do Oriente
O vereador Roberto Kanashiro com o empresário Haroldo Garcia durante o cafe’ da manhã, no Twin Business Towers, ocasião em que foi lançado oficialmente o evento Portal do Oriente, que acontecerá em Londrina de 1º a 10 de julho. O tema principal da mostra será a tecnologia e já está confirmada a presença da NEC, empresa japonesa.

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