SOCIEDADE - OSWALDO MILITÃO
Ele não é penetra; é um extrovertido
Atilio Zamuner, bancário aposentado pelo Banestado, catarinense nascido em Joaçaba, há vários anos em Londrina, disse, ontem, durante cafezinho, no restaurante do Hotel Bourbon, que esteve presente em quase 1.500 festas, ao longo dos últimos 25 anos. A grande maioria aqui em Londrina, onde ele é figura notória. Se é coquetel, alguma inauguração, festa de lançamento de produtos, reunião política com coquetel, etc., é com ele mesmo. Marca presença também em muitos casamentos. E nunca foi convidado a se retirar, afirmou. Com convite ou não, lá está ele. Lê diariamente esta coluna para saber o que vai acontecer na semana e durante o mês. Chamam-no de penetra, o que ele contesta: eu sou é um extrovertido!
Com Aureliano Chaves
Quem conversa Zamuner, percebe logo que é educado. É daqueles que puxa a cadeira para mulher. Pede licença sempre e diz que tem feito muitos amigos. Perguntei-lhe qual a melhor festa a que ele já compareceu. Disse que foi um almoço importante no buffet Planalto, quando aqui esteve o vice-presidente da República, Aureliano Chaves. Em plena revolução militar. Ele estava no meio do povo, sem convite, e tentou a sorte: passou pela segurança e rapidamente estendeu a mão para Aureliano Chaves, que chegava. Disse ao político mineiro, que era seu grande admirador. E que queria que ele fosse o próximo presidente da República. Aureliano sorriu, chamou-o de meu filho e, abraçando-o, levou-o para dentro do Planalto, deixando políticos da cidade e do Estado boquiabertos! É presença quase que diária nas rodas do Bourbon, onde não rejeita café e bolachinha, quando lhe oferecem.
Fronha muito limpinha
Penetra, diz o dicionário de língua portuguesa falada no Brasil, é aquele que vai a algum lugar sem ser convidado. Atilio Zamuner diz que é extrovertido. No dicionário, esta palavra significa aquele que é sociável, expansivo, comunicativo. Foi gerente de negócios do Banestado. E também chegou a dar aulas de ciências contábeis em Bela Vista do Paraíso, para onde foi transferido, certa ocasião, por ciumeira de um gerente de Londrina. Diz que não tem mágoas e que é feliz com o sucesso dos filhos. Um deles é advogado da Prefeitura de Londrina. Quando estudante, conta que era craque em enclíse, mesóclise e próclise e que tirava de letra toda a gramática portuguêsa! E gosta muito de limpeza. Por exemplo, fronha de cama tem que ser muito limpinha. Lençol tambem. É magro, anda todos os dias, no Zerão ou no Zerinho. Ou pela cidade. Um dia chegou a uma roda de conhecidos que conversava no hotel de Roberto Vezozzo e alguém lhe perguntou: Você, que sabe tudo, que vê muito televisão, onde está o Bin Laden? Resposta dele: Se nem a CNN e a Globo sabem, como é que eu vou saber! Zamuner não tem sítio ou fazenda e nem chácara. Não planta hortelã, flores, milho ou alface. Também não cria galinha. Mas diz que é consumidor e admira o pessoal que produz alimentos e por isso fez questão de ser sócio da Sociedade Rural do Paraná, onde é sempre o primeiro a pagar a anuidade. E não perde uma Exposição. E, claro, muito menos o coquetel de abertura e outras festividades da entidade!





