De volta do Piauí
Adilson Soares nasceu em Vitória da Conquista, na Bahia, e veio para Londrina em 57, com 16 anos de idade. Torneiro mecânico, ficou em Londrina até 94, ocasião em que já trabalhava com o fabrico de filtros para piscinas e residências. Foi quando decidiu voltar ao Nordeste e escolheu a cidade de Picos, no Piauí, que é segundo maior entrocamento rodoviário para aquela região. É também a maior produtora de mel do Nordeste brasileiro. Adilson diz que é o melhor mel, que é exportado para os Estados Unidos e países da Europa. E foi achando que lá haveria muitas piscinas, por causa do forte calor. A média diária da temperatura gira em torno de 40 a 45 graus. Por ter muita água, o pessoal troca a água toda semana. Não haveria mercado para seus filtros. Foi então que ele criou uma máquina centrífuga para colher mel. Que não mata as abelhas e aproveita todo o mel dos favos. Adilson ficou 10 anos em Picos. Mas aproveitou para conhecer e trabalhar no Nordeste todo. Agora está de volta a Londrina. E novamente inventando um filtro novo para água potável, tanto para piscina como para residências, fabricado em aço inox, já aprovado pelo Instituto Adolfo Lutz. Que é instalado logo após o hidrômetro. Adilson Soares, um craque em mecânica, foi gerente de produção nas oficinas da Folha, de 68 a 76. Tempos das linotipos e da rotativa carinhosamente chamada de ‘Marta Rocha’. Época em que cada edição da Folha era fiscalizada, diariamente, por um dois policiais federais, pois estavamos em pleno AI-5.

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