Sócia de Assis recebe ameaças
Sócia de Assis recebe ameaças
A cardiologista Leila Satomi Fucuda, sócia do médico Francisco de Assis Coimbra Júnior na Clínica Incor de Cirurgias Cardíacas, localizada na Avenida Independência (bairro Zona 5), em Maringá, de onde o médico desapareceu antes de ser encontrado morto, está recebendo ameaças de morte por telefone desde o final do mês passado. Por causa disto, ela vai morar e trabalhar em outra cidade do Paraná, possivelmente em Londrina.
Foi o que ela disse ontem ao delegado Roberto Fernandes, que preside o inquérito que apura a morte de Combra. Leila está devolvendo o apartamento onde mora em Maringá à imobiliária e também está negociando com a viúva de Coimbra, Jorseli Coimbra, a compra da parte do ex-sócio ou a venda de sua parte à família do médico.
Leila disse à Folha que recebeu o primeiro telefonema, num celular analógico, no final de dezembro. Uma voz fluente de homem, em bom português, dizia: Se você não sair de Maringá, também será assassinada. No princípio, ela levou na brincadeira. Depois de receber mais dois telefonemas com a mesma voz e a mesma mensagem ela ficou com um pouco de medo e trocou seu celular por um digital, com Bina (que registro o número de quem ligou).
Apesar do cuidado, ela recebeu um novo telefonema com a mesma ameaça no início da madrugada de anteontem, para o aparelho fixo de sua casa. Aí eu vi que não era brincadeira e decidi tomar providências. Fui à polícia e resolvi deixar a cidade. Aqui não dá mais para ficar.
O delegado Fernandes achou estranha a queixa de Leila: Acabei ficando na dúvida. Por que ela só veio comunicar isto hoje à polícia?
(M.W.V.)





