Curitiba - Especialistas estão investigando o estado de saúde do auxiliar de maquinista Luciano José Simione para saber se ele ficará com sequelas do acidente. No último sábado, o trem em que ele estava descarrilou. O maquinista do trem, Aguinaldo Wisentainer, morreu na hora, o auxiliar permanece internado no Hospital Cajuru, em Curitiba, para onde foi levado logo depois do acidente.
Segundo informações do hospital, Simione deu entrada no sábado, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas logo depois foi transferido para um quarto particular. A América Latina Logística (ALL) está pagando todas as despesas. Até ontem, ele não estava sentido os movimentos dos membros inferiores, mas os médicos trabalhavam com a hipótese de ser um trauma psicológico causado pelo acidente.
O descarrilamento da composição da ALL aconteceu no Km 38, do trecho da ferrovia entre Curitiba e Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Até ontem, uma das lomomotivas que tombou ainda estava no local, mas o trecho da ferrovia já estava liberado desde a madrugada de domingo.
A ALL-Delara, empresa que administra a malha ferroviária no Estado, informou que a previsão é terminar de retirar a locomotiva hoje. A composição que se acidentou era composta de duas locomotivas e 30 vagões. Seis vagões tombaram e uma das locomotivas caiu numa ribanceira próxima aos trilhos. A máquina precisou ser desmontada para ser removida do local do acidente.
Embora a ALL já trabalhe com algumas hipóteses sobre a causa do descarrilamento, prefere não divulgá-las antes que o laudo técnico esteja concluído. A previsão é que o documento esteja pronto em 20 dias. Segundo a empresa, essa é a primeira vez que um maquinista morre em um acidente de trabalho desde que a empresa assumiu a administração da malha ferroviária estadual, há cinco anos.

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