Sobrevivente de acidente passa por terapia
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sexta-feira, 08 de novembro de 2002
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba O adolescente G.R.M.C., 16 anos, único sobrevivente de um acidente de trânsito ocorrido na região do Centro Cívico e que matou outros quatro jovens, está sendo acompanhado por um grupo interdisciplinar da Vara de Adolescentes Autores de Ações Conflitantes com a Lei.
A determinação do acompanhamento foi feita pelo promotor Mário Luiz Ramidoff, responsável pela análise do caso. ''Determinei a liberdade assistida do adolescente. Ele está sendo atendido duas vezes por semana como medida sócio-educativa com tratamento psicoterápico. Ele teve queimaduras pelo corpo e ficou chocado com o acidente'', avaliou o promotor.
A decisão foi tomada após a análise do material encaminhado pela Delegacia de Proteção à Infância e ao Adolescente e a tomada informal de depoimento do adolescente. ''Ele veio aqui dez dias depois do incidente. Eu o ouvi e devolvi o material para que o delegado responsável ouça as supostas testemunhas do caso e fundamente o material para que eu possa representar o garoto da forma mais adequada o possível'', comentou Ramidoff.
O delegado Valter Alves de Toledo, da Delegacia de Proteção ao Menor e ao Adolescente, elaborou um procedimento especial com quase 200 páginas, trazendo detalhes aprofundados de tudo o que teria ocorrido no dia do acidente, desde o momento em que os menores se reuniram para uma festa na casa de um dos sobreviventes até o acidente.
De acordo com os depoimentos prestados, oito jovens que eram muito amigos se reuniram na casa de um deles, como faziam costumeiramente. Como os proprietários da casa estavam em viagem, os adolescentes teriam resolvido tomar cerveja e meia garrafa de vodca. Três deles saíram num dos carros da casa e os outros cinco no veículo que acabou batendo no poste. O adolescente que causou o acidente foi atendido no hospital, onde ficou internado. Não foi feito exame de dosagem alcoólica, mas os adolescentes confessaram o uso de bebidas. ''O material ainda não está completo. Preciso do laudo de necropsia, por exemplo, que não foi incorporado no procedimento especial'', alegou o promotor.


