SOBREVIVÊNCIA - Recicladores protagonizam histórias de dificuldades
Pesquisa divulgada pela ONG Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) aponta que Londrina é o município brasileiro com o melhor desempenho do sistema de coleta seletiva com 3.540 toneladas/mês no ano passado e o que registrou o menor custo por tonelada recolhida, mais de dez vezes menor do que a média nacional: US$ 21,76 contra US$ 221,00.
Os números impressionam mas não iluminam adequadamente o cenário que envolve a reciclagem em Londrina. Protagonistas dessa história de sucesso, boa parte dos cerca de 500 recicladores amarga uma realidade bem diferente da que é descrita em pesquisas e indicativos de eficiência. Neste contexto, o que salta aos olhos são histórias de dificuldade destes trabalhadores diretamente ligados às ONGs de reciclagem.
Os primeiros grupos foram criados quase oito anos atrás com o objetivo de gerar emprego e renda para aproximadamente 70 pessoas que garimpavam no aterro sanitário. Com o Projeto Reciclando Vidas, a prefeitura teve condições de ampliar o sistema de coleta seletiva, além de poupar dinheiro e o meio ambiente.
Mas a promessa de sucesso ainda não se concretizou. Muitos recicladores encaram hoje uma vida tão (ou mais) cheia de privações quanto antes. Grande parte dos trabalhadores continua sem alcançar direitos fundamentais, como moradia própria e saúde, e mal dá conta de alimentar a família.
Diminui a poluição, melhora as condições de limpeza da cidade, prolonga a vida útil de aterros sanitários, valoriza a limpeza pública e melhora a consciência ecológica
Desde o ano passado está havendo uma desvalorização do material reciclável: o quilo da garrafa plástica que chegou a ser comercializado a R$ 1,40 não passa de R$ 0,45. Já o da lata de alumínio, que atingiu R$ 4,10, hoje não chega
a R$ 2,50





