SOBREVIVÊNCIA - Catadores de lixo driblam a miséria
Apesar de ter durado apenas três dias, a greve dos catadores de material reciclável de Londrina, que terminou na semana passada, chamou a atenção da população para a condição de sobrevivência quase miserável da categoria. A queda nos preços dos materiais reduziu em mais da metade a renda das famílias e muitos estão tendo dificuldade até para colocar comida na mesa.
Um exemplo é o de Sueli da Silva Gonçalves, viúva, que cuida sozinha de cinco filhos pequenos. A família vive no Jardim João Turquino (Zona Oeste) e muitas vezes dribla a fome com R$ 100,00 do Bolsa-Escola. Só está dando para pagar as contas de água e luz e mesmo assim têm que ser parceladas, diz Sueli. Junto com elas trabalham outras sete pessoas que só contam com o dinheiro da reciclagem para manter as famílias.
Aroldo Costa é presidente da ONG Associação Sócio-Ambiental a Missão, também da Zona Oeste, e contou que conseguiu ganhar apenas R$ 123,00, mesmo trabalhando mais de 160 horas.
A prefeitura, através da CMTU, se comprometeu a tentar aumentar a quantidade de lixo destinado à reciclagem e ainda viabilizar meios para melhorar o preço dos produtos, eliminando atravessadores e vendendo fora de Londrina. A cidade produz 90 toneladas diárias de lixo reciclável.
Materiais como vidro, plástico, papel, etc., que podem ser reaproveitados para fabricação de novos produtos.
É uma unidade de medida de massa que não pertence mas é aceita pelo Sistema Internacional de Unidades, onde é simbolizada pela letra t. Cada tonelada equivale a mil quilos.
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





