Ney de SouzaRaio de açãoO advogado Allan Weston Wanderlei, do Procon de Foz do Iguaçu, que atende outros municípios do Extremo-OesteO consumidor de Foz do Iguaçu que precisou recorrer ao Procon na semana passada enfrentou problemas. O telefone 1512, de ligação gratuita, não funcionou de maneira eficiente durante a maior parte da semana. Das 10 ligações feitas pela Folha entre a tarde de quarta-feira e a manhã de sexta, apenas três foram atendidas.
Na quinta-feira pela manhã, o coordenador do órgão, o advogado Allan Weston Wanderlei, disse que a causa do problema foi o desligamento de uma das duas linhas que serviam ao 1512 para a reinstalação do aparelho, o que provocou sobrecarga na linha que permaneceu em funcionamento. A partir da tarde de quinta-feira, o serviço voltou a funcionar.
Instalado em duas salas alugadas e com cinco funcionários, além de quatro estagiários de direito e um de matemática, o Procon de Foz do Iguaçu é mantido pela prefeitura, mas atende consumidores de outros municípios do Extremo-Oeste do Estado. Na região, apenas Medianeira (80 quilômetros a nordeste de Foz) possui uma estrutura de defesa do consumidor. Segundo Wanderley, o número de fiscais é insuficiente para o trabalho - são dois, quando seriam necessários seis.
A cada dia útil, o Procon de Foz presta uma média de 39 atendimentos - 21 telefonemas e 18 consultas pessoais. A estrutura funciona na cidade há cinco anos. Durante a próxima semana, funcionários do órgãos farão um atendimento itinerante da população nos cinco bairros mais populosos da cidade.
Apenas duas No Norte Pioneiro, onde vivem 350 mil pessoas, há apenas duas unidades do Procon: em Cornélio Procópio (atendendo 23 municípios) e em Jacarezinho (28 municípios). Mensalmente, cada uma das unidades atende em média 90 consultas pessoais e 40 por telefone. As histórias são muitas.
‘‘Um rapaz nos procurou depois de ter comprado uma cinta em Jacarezinho. O produto durou quatro anos. A segunda cinta que ele comprou no mesmo local durou um ano e meio. Ele queria que acionássemos a loja porque o material da cinta não era tão bom quanto o da outra’’, conta o encarregado da divisãso de atendimento do Procon de Jacarezinho, Carlos Roberto da Silva. Segundo ele, cerca de 90% dos casos que chegam ao Procon são resolvidos por acordo entre as partes, sem necessidade de passar pela Justiça.
Em Cornélio Procópio, as reclamações mais comuns e curiosas vêm da simplicidade das pessoas. ‘‘Recebemos várias vezes pessoas que compram um sofá porque acham lindo e depois não cabe na casa. Em vez de negociar com a loja, vêm reclamar para o Procon’’, diz o chefe do Procon de Cornélio Procópio, Reginaldo Ristal. Segundo ele, no ano passado 87% dos casos que chegaram ao Procon foram resolvidos sem ir para a Justiça. ‘‘Muitos não entendem que existe um processo para ser resolvido. Querem a resposta no mesmo dia’’.
Um dos casos mais difíceis do Procon de Cornélio Procópio foi de dois ganhadores de prêmios do Papa-Tudo. ‘‘No ano passado, eles ganharam um televisor cada um deste título de capitalização, que faliu logo em seguida. Até agora não receberam o prêmio’’, afirma Ristal. (Luciane Tonon e Valmir Denardin)

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