Quem depende dos serviços da rede municipal de saúde sente diretamente os reflexos do deficit de médicos. As principais queixas referem-se ao atendimento nas áreas de pediatria e ginecologia e obstetrícia, mas os usuários afirmam que faltam profissionais de todas as especialidades.
Na quarta-feira, a auxiliar de acabamento Renata Manoel dos Santos levou o filho João Gabriel, de 5 anos, ao Pronto Atendimento Infantil (PAI) com suspeita de dengue. Ela chegou à unidade às 7h40 e contou que o atendimento foi rápido. Por volta de 11h30 ela ainda estava no local, mas aguardava o resultado de um exame. "Aqui (no PAI) não demora, mas no posto de saúde perto da minha casa, no Conjunto Chefe Newton (zona norte de Londrina), é muito ruim. Falta médico sempre para mim e para o meu filho. Prefiro vir até o centro, onde é mais fácil conseguir médico."
A dona de casa Ana Aparecida dos Santos também reclama do atendimento nos postos de saúde dos bairros. No Conjunto Aquiles Stenghel (zona norte), onde mora, além da dificuldade de conseguir consultas em razão da falta de médicos, os exames também demoram. "Estou precisando fazer exames para ver como estão a tireoide e o colesterol, mas está demorando demais. Em março eu consegui marcar consulta para junho. Três meses é muito tempo."
Na Unidade de Pronto Atendimento Centro-Oeste também sobram queixas. Na quarta-feira, o servidor público aposentado José Luiz Scarelli levou a mulher, Geralda, até a unidade e esperou das 7h30 até às 11 horas pelo atendimento. "A triagem foi rápida, mas para conseguir o atendimento é que está demorando. É sempre assim."
Entre tantas queixas, porém, ainda é possível encontrar quem esteja satisfeito com o serviço. "Eu nunca tive problema aqui (UPA) Centro-Oeste. Todas as vezes em que vim consegui atendimento. Na UPA do Sabará é a mesma coisa. Não tenho do que reclamar", elogiou a porteira Cleuza Evangelista dos Santos. (S.S.)

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