Sobrado se transforma em ''mocó'' no centro
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terça-feira, 01 de outubro de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Um sobrado desocupado localizado no número 700 da Rua Prefeito Hugo Cabral, no centro de Londrina, se transformou em mais um mocó. A residência, onde funcionava um bar, fica em frente ao Colégio Estadual Hugo Simas e passou a ser frequentada, há mais de três meses, por adolescentes e adultos sem-teto, que usam o local para consumir droga e como dormitório.
Os vizinhos, com medo de represálias, não se identificam mas reclamam que a cada semana aumenta o número de pessoas frequentando o local. ''No começo eram quatro. Agora são quase dez e eles já estão passando para o imóvel vizinho, que também está vazio'', afirmou uma moradora. Entre os frequentadores do sobrado, segundo um outro vizinho, existem inclusive algumas adolescentes. Ele reforçou que equipes da Polícia Militar e da Secretaria Municipal de Ação Social estiveram no local mas pouco puderam fazer para resolver o problema. ''Eles sempre acabam voltando assim que as viaturas saem.''
Uma microempresária da mesma rua diz que alguns menores já chegaram ir até seu estabelecimento para tentarem conseguir cola ou solvente. ''Temos que ficar com a porta fechada e, mesmo assim, os fregueses ainda reclamam'', disse. ''Acho que o proprietário deveria tomar uma providência porque esses rapazes estão acabando com a casa dele'', apontou a microempresária.
A direção do Hugo Simas informou que já oficiou o problema tanto para a Polícia Militar quanto para a prefeitura. ''A Polícia tem dado apoio e passa
repreendendo, mas eles voltam''.
A equipe do ''Sinal Verde'', programa municipal ligado à Ação Social que faz abordagens entre os moradores de rua, assegurou que está ''trabalhando com o pessoal'' que invadiu o sobrado. O problema, porém, é que muitas pessoas que estão no local vieram de outras cidades e insistem em retornar ao sobrado. Segundo o agente Damião João de Souza, há cerca de uma semana o ''Sinal Verde'' retirou todos da residência. O próximo passo, segundo ele, será acionar o proprietário para que proteja melhor a entrada da residência.
O proprietário do sobrado foi procurado pela reportagem mas até o fechamento desta edição não retornou a ligação.


