Sobra lixo mas falta estrutura
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quinta-feira, 20 de março de 2008
Marta Ortega<br> Reportagem Local 
A reciclagem das garrafas PET, determinada por resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em agosto do ano passado, garantiu o aumento na coleta do produto em Londrina. Os 32 grupos de reciclagem que atuam na cidade passaram a recolher entre 10% e 50% a mais destas garrafas.
Mas a decisão que poderia melhorar as condições das cerca de 450 pessoas que trabalham nas centrais de reciclagem, acabou tendo efeito inverso e está se tornando um problema.
No final do ano passado, as ONGs sofreram uma redução na coleta por não terem estrutura adequada para absorver o material.
De acordo com a presidente de uma das centrais de reciclagem, o Cepeve, Sandra Araújo Barroso da Silva, a principal dificuldade é a falta de sacos plásticos distribuídos aos moradores para o recolhimento das garrafas. ''Desde novembro estamos sem material''. Outro problema citado por representantes das entidades é falta de local para estocar o lixo.
Segundo o diretor do Conselho Municipal do Meio Ambiente, o Consemma, Fernando de Barros, é preciso reestruturar as centrais, adquirir mais carrinhos de coletas e material necessário para a armazenagem das garrafas.
Hoje, eles recolhem o material que é vendido a R$ 0,95 para indústrias recicladoras. Em média, cada família recebe pouco mais de um salário mínimo por mês com o trabalho.
Só em Londrina são recolhidas mais de 120 toneladas de material reciclável por dia. A separação e prensagem do produto é feita em 12 barracões alugados pela Prefeitura. Outros quatro são sede própria de Ongs formadas pelos recicladores. No total, 12 prensas são utilizadas pelos trabalhadores.
Segundo o coordenador do Programa de Coleta Seletiva, José Paulo da Silva, a Prefeitura está construindo outros 16 barracões com recursos de R$ 800 mil da Fundação Banco do Brasil. A Prefeitura cede os terrenos (em vários pontos da cidade) e a terraplanagem. Os barracões devem estar prontos num prazo de três meses. ''O projeto prevê também a aquisição de prensas que vão ajudar na redução do volume e agregação de valor ao produto''.


