O Laboratório Central do Estado (Lacen), em Curitiba, confirmou ontem mais 28 casos de dengue em Londrina. Isso quer dizer que a cidade tem 65 pessoas infectadas pelo mosquito Aedes aegypti, contra apenas cinco registradas em janeiro de 2002. Até agora, foram notificados 403 suspeitos, 31 deles foram descartados e 307 ainda estão sendo analisados.
Preocupados com a evolução da doença na cidade, a 17 Regional de Saúde e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiram que a partir de agora o Hospital Universitário (HU) dividirá com o Lacen a análise dos exames. ''Quanto mais rápido soubermos o resultado mais eficiente será o bloqueio contra o mosquito'', explicou o chefe da 17 Regional de Saúde, Gilberto Berguio Martin. A expectativa é que em 10 dias o hospital esteja habilitado a desempenhar a tarefa que será ensinada a um bioquímico do HU por técnicos do Lacen, na próxima semana.
Na Região Metropolitana, apenas Londrina e Ibiporã tem casos confirmados. A cidade vizinha registrou 11 notificações das quais duas são positivas. Em Cambé, existem oito suspeitos e em Rolândia, dois. De acordo com Martin, 70% dos 20 municípios abrangidos pela Regional de Saúde estão com o índice de infestação superior a 1% (risco de epidemia). ''Neste item, Cambé está na frente com 5,26%.''
O receio de que esses números cresçam ainda mais com as chuvas levou as secretarias de Saúde de toda região a concluírem que é preciso massificar a conscientização popular. Na opinião de Martin, não basta orientar apenas os líderes comunitários, é preciso chegar ao cidadão mais comum. ''Queremos falar com aquele cidadão que não é engajado em qualquer grupo e que não percebe o risco que pode guardar dentro de casa.''
Enquanto isso, os agentes de saúde de Londrina visitam 10% dos domícilios em busca (e erradicação) dos criadouros que definirão o índice de infestação do município. O carro fumacê e as bombas costais vêm sendo utilizadas inicialmente na zona leste, área mais afetada pela dengue. Naquela região, muitos moradores armazem água em baldes e tanques, criando ambienta propício para a proliferação do mosquito da dengue. Além disso, lixo a céu aberto é encontrado pelos bairros. Em todo o ano passado, Londrina registrou 430 casos de dengue.

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