Sobe para 19 vítimas de acidente
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domingo, 06 de abril de 2003
Emerson Dias<br>Reportagem local 
O sacoleiro Amarildo Gomes não resistiu às queimaduras de segundo e terceiro graus, provocadas durante o acidente envolvendo dois ônibus na madrugada da última sexta-feira, e morreu na Central Hospitalar de Campo Mourão. O número de vítimas fatais registrado no acidente ocorrido em Mamborê (36 quilômetros de Campo Mourão) agora é 19.
Gomes era o paciente em estado mais grave entre os seis feridos atendidos pelos hospitais da cidade. Ele estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e apresentava queimaduras da cabeça aos pés. O Instituto Médico-Legal (IML) recebeu o corpo do sacoleiro pouco depois das 19 horas de sábado.
Segundo a equipe médica da Central Hospitalar, apenas Sílvio Alves da Silva continua internado. O estado dele é regular, mas não há risco de morte. Os demais feridos já foram liberados. A Polícia Civil solicitou ao Instituto de Criminalística do Paraná uma perícia nos entulhos e ferragens dos veículos. Isso porque ainda restam dúvidas quanto ao número de pessoas que estaria ocupando os ônibus.
Os feridos informaram que 22 pessoas estavam no ônibus da Águia de Prata Turismo, que seguia de Foz do Iguaçu para Belo Horizonte (MG). Outras sete vítimas ocupavam, segundo os sobreviventes, o veículo que saiu de Uberaba (MG) e viajava para a fronteira com o Paraguai. Caso os números estejam corretos, quatro pessoas estariam desaparecidas.
O acidente ocorreu por volta das duas horas da última sexta-feira, na BR-369 próxima a Mamborê. O impacto entre os dois veículos foi tão forte que um deles se partiu. Os sobreviventes relataram que a maioria dos passageiros estava dormindo e muitos não viram a batida e nem conseguiram escapar das chamas que tomaram conta dos ônibus fretados. ''Acordei no acostamento da rodovia com a grama ao meu lado queimando'', comentou Heloísa Magda Barbosa, 28, abalada com o acidente e feliz por ter sobrevivido à tragédia.
Ontem, quatro vítimas do acidente foram enterradas ontem em Belo Horizonte. De acordo com a Funerária da Santa Casa de Misericórdia de BH, os corpos estavam carbonizados e irreconhecíveis.


