Subiu para 34 o número de pessoas intoxicadas pela ingestão de cachorro-quente, que teria sido servido com maionese caseira, em Cornélio Procópio. Até o final da tarde de ontem, sete pessoas continuavam internadas. O diretor clínico da Santa Casa de Misericórdia, Cleocides Luiz Carvalho, informou que as vítimas da intoxicação estão apresentando quadro de dores gastrointestinais muito forte.
‘‘Eles estão tendo muita oscilação de temperatura, diarréia fortíssima e desidratação de um modo geral’’, informou. Segundo Carvalho, todos os intoxicados estão sendo medicados no pronto-socorro. Ele faz um alerta: alimentos que ficam expostos ao calor devem ser evitados. ‘‘A alta temperatura favorece a proliferação de micro-organismos altamente prejudiciais ao ser humano’’, explicou.
A Vigilância Sanitária já autuou a proprietária do carrinho de cachorro-quente de onde saíram os alimentos contaminados. ‘‘Não haverá multa por não ter sido intencional. Porém, a pessoa será notificada e todo produto feito com ovo cru (que pode ser portador da salmonela, bactéria que causa a intoxicação) será retido’’, explicou o coordenador da Vigilância Sanitária, Yassu Curiaki.
As vítimas também não pretendem fazer nada contra a vendedora. ‘‘Sabemos que não foi por querer. Ninguém pode prever qual ovo tem salmonela’’, disse a atendente de saúde Rosana Dancini Sotero, 38 anos. Ela e seus dois filhos ficaram intoxicados. O menor F.D.S, 12 anos chegou a ser internado com febre de 40 graus. ‘‘Ele estava delirando’’, disse a mãe. A menor F.D.S, 6 anos, teve diarréia e foi liberada.
A vendedora identificada como Cleuza vende cachorro-quente no próprio quintal de casa, situado na Vila Independência. As vítimas dizem que sempre comeram lanche ali e nunca tiveram problemas. Cleuza não quis prestar declarações para a Folha, por estar muito abalada. Familiares disseram que ela não teve intenção de prejudicar os fregueses.

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