Foz do Iguaçu Os registros de mulheres infectadas com o vírus HIV (que transmite a doença) deste ano em Foz do Iguaçu revelam duas tristes realidades. A primeira é a soma de 38 casos de soropositivas nos quatro primeiros meses, número superior ao total do mesmo período do ano passado. A segunda é uma coincidência preocupante, todas as 38 portadoras da doença estão grávidas.
Os dados são do Serviço de Assistência Especializada (SAE), que redobrou a atenção do seu programa de acompanhamento médico às gestantes soropositivas de Foz e região com objetivo de garantir a saúde delas e dos futuros recém-nascidos. O órgão ressalta que a notificação não necessariamente significa o desenvolvimento da doença.
A direção do serviço destaca dois motivos em especial para a existência de 38 casos oficiais de janeiro a abril deste ano, contra 32 do primeiro quadrimestre do ano passado. Conforme informações do SAE, houve elevação no número de mulheres contaminadas com o vírus HIV pelo uso de drogas injetáveis e relações sexuais sem proteção.
Para contrabalançar o quadro adverso, o SAE destaca o resultado da assistência especial implantada há três anos. Ela obteve 100% de eficiência em 2001 e 2002, anos sem registro de transmissão de vírus HIV para recém-nascido, segundo a secretaria de Saúde. Em contrapartida, em 2001, por exemplo, 30 crianças contraíram o vírus num total de 71 gestantes que não fizeram profilaxia.
Com 270 mil habitantes, Foz tem 448 casos registrados desde a primeira notificação, em 1988. São 424 adultos e 24 crianças. Somente nos dois últimos anos 120 contraíram a doença a maioria em relações heterossexuais e parte ao compartilhar seringas e ao manter relação entre parceiros homossexuais.
A prefeitura afirma fornecer assistência médica, psicológica e remédios, além de exame gratuito e palestras para os interessados. O Ministério da Saúde calcula que 600 mil tenham o vírus HIV, mas 400 mil não sabem que têm o vírus.

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