Nos três primeiros meses deste ano a incidência do mosquito da dengue aumentou 139% em Campo Mourão. Os dados foram levantados pela prefeitura e pela Fundação Nacional de Saúde (FNS) e deixaram o setor de saúde em alerta no município. Até o final do ano passado, o índice do Aedes aegypti registrado na cidade era de 6,61%, mas a percentagem saltou para 15,82% até o fim do primeiro trimestre deste ano. O índice aceitável é de apenas 2%.
A preocupação aumenta porque já há casos da doença registrados em cidades próximas. Em Campo Mourão, não há casos de dengue há dois anos. Para evitar que a doença volte ao município, a Secretaria Municipal de Saúde pretende lançar uma ‘‘supercampanha’’ de conscientização com o envolvimento de cerca de 25 entidades. Cada uma delas deverá ser ‘‘madrinha’’ de um bairro ou região da cidade.
‘‘Os padrinhos vão mobilizar os bairros com orientações, palestras e limpeza dos quintais’’, explica a secretária municipal de Saúde, Rosemeire do Carmo Martelo. Ao mesmo tempo, serão realizadas campanhas. Uma delas já foi definida pelo Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Educação, que vai promover uma gincana interescolar para o recolhimento de sucatas. A confirmação das entidades e o cronograma dos trabalhos será definido na quinta-feira.
Para ampliar o trabalho de combate ao Aedes aegypti, a prefeitura está prometendo um investimento de R$ 192 mil. A maior parte do dinheiro foi viabilizado através de convênio com o Ministério da Saúde, mas o município teve que dar uma contrapartida de R$ 32 mil. Serão contratados 26 novos agentes de saúde (atualmente são apenas oito) e comprados novos equipamentos para o controle do mosquito.
Durante o ano passado, os agentes visitaram 39.379 casas e recolheram 6.284 pneus velhos. Mesmo assim, a incidência do mosquito cresceu.

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