'Só vim porque falaram que iria ter polícia'
O assessor administrativo do Núcleo Regional de Educação, José Carlos Rodrigues Pereira, afirmou que o NRE referenda o pedido da direção da escola para que tenha mais policiamento na região. "Todas as medidas foram tomadas e a investigação apontou que a ameaça era falsa", apontou.
De acordo com Pereira, o diretor está orientado a conversar com alunos assim que perceber problemas decorrentes dessa ameaça, como traumas psicológicos. "Nós temos uma rede de proteção que é bastante atuante, com psicólogo, assistente social e outros profissionais. Se a escola notar dificuldades do aluno pode encaminhar para essa rede", afirmou.
Já a secretária municipal de Educação, Janet Thomas, afirmou que a pasta sempre orienta os professores a trabalharem com a criança na hora da novidade. "A gente pede que os alunos coloquem suas dúvidas na hora. Os professores não podem fingir que não aconteceu nada. Durante a aula existe um momento da conversa em que os professores são orientados a fazerem perguntas até esgotar o assunto, para que cada aluno resolva as angústias que sentem na hora", explicou. Ela ressaltou que cada criança reage a esse fato de forma diferente. "Uns podem vir a ter pesadelos e outros não", apontou.
Uma aluna do 5º ano, de 11 anos, relata que se desesperou na hora que soube da ameaça. "Perguntei o que estava acontecendo e se a ameaça era para nossa escola ou para a outra. Alguns estavam chorando e só começaram a ficar tranquilos quando os pais chegaram. Minha mãe trabalha na escola e pediu para que eu me acalmasse e que daria tudo certo e eu fui me acalmando", relatou.
A menina revelou que não queria ir à escola nesta terça-feira. "Eu só vim porque falaram que iria ter polícia, mas fiquei assustada quando não vi nenhuma polícia na entrada da escola", confessou. Seu colega, também de 11 anos, garantiu que não teve medo. "Eu pensei: por que eles iriam avisar que viriam aqui? Se eu fosse assaltar a casa de outra pessoa eu iria avisar ela? Não. Então fiquei bastante sossegado" , afirmou.
O psicólogo e professor da Unifil, Mauro Duarte, ressalta que a ameaça pode não ser nada, mas também vir de uma pessoa paranoica. Ele afirma que uma pessoa que se sente perseguida, paranoicamente pode ameaçar e fazer o que ameaçou.(V.O.)





