Segundo a chefe do setor de carteiras da subdelegacia do Trabalho de Londrina, Zulmira das Neves Lindo, somente três pessoas trabalham no atendimento direto ao público - reunindo documentações e dando entrada nos processos de seguro-desemprego - e outras duas confeccionam o documento propriamente dito.
Em três dias de serviço em 2010, os funcionários já finalizaram 200 protocolos. Além de Londrina, a sede do Jardim Shangri-lá atende outros 108 municípios da região. ''Só de Telêmaco Borba temos 400 carteiras para finalizar'', contabilizou Zulmira, explicando que em julho do ano passado houve uma reestruturação na equipe, que influenciou no andamento do serviço.
''Foram dispensados os seis contratados e chamados os quatro concursados'', lembrou a chefe, citando ainda problemas com o sistema de dados do Ministério, modificado em agosto passado, que trabalha de forma lenta e, ocasionalmente, para de funcionar durante o expediente.
''Também estamos trabalhando com um kit para foto e assinatura digital'', apontou Zulmira. Segundo ela, com a digitalização do serviço, o tempo de espera para tirar a foto e assinar a carteira tripilicou. ''Cada atendimento demora, no mínimo, 15 minutos, sem contar o tempo de espera'', calculou.
Ainda conforme ela, o Ministério do Trabalho determina um prazo de dez dias para a retirada das carteiras, mas para dar conta da demanda os funcionários têm conseguido aprontar os documentos em até três dias.
Zulmira lembrou que a sede do Sindicato do Comércio Varejista, na Região Central, também oferecia o serviço de confecção de carteiras de trabalho, mas foi interrompido em novembro do ano passado por problemas no banco de dados. ''Eles estão esperando Brasília gerar um novo banco de dados para retomar o atendimento, mas não há previsão de volta.'' (M.G.)

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