Divorciada há 12 anos, a coreógrafa Gisela Manfredini André, 43 anos, se descreve como alguém de bem com a vida. Com o fim do casamento de dez anos, ela precisou ser pai e mãe dos dois filhos, que hoje têm 21 e 15 anos, mas nem por isso se arrepende da decisão ''completamente consciente e de comum acordo''.
''No início era mais difícil, ficamos todos um tanto perdidos. E por muito tempo o pai dos meninos não participou da vida deles, o que complicou um pouco. Mas hoje tudo está mudando'', comenta Gisela, que apesar de não ter tanto contato com o ex-marido ainda é bastante amiga da família dele. ''Se não deu certo o relacionamento afetivo, ao menos a amizade deve prevalecer.''
Como sempre conciliou trabalho e família, ela confessa não ter sentido a mudança de rotina. ''Estou muito melhor solteira'', garante a coreógrafa, que de hoje em diante deseja se dedicar apenas a relacionamentos sérios, que acrescentem algo. ''Hoje as relações são muito superficiais, tenho medo de machucar meus filhos.''
''Amigona'' dos meninos, ela credita parte da felicidade atual ao apoio da família, ''inclusive a do ex'', que nunca se mostrou contra ao divórcio. Para ela, separar-se pode não ser tão ruim: ''Por um lado, a gente se sente só, mas por outro, passa a ter controle total sobre a própria vida''.
Ela cita o velho ditado ''antes só do que mal acompanhado'' para justificar a vontade de abandonar o relacionamento desgastado e ensina que a chave para dar a volta por cima é acreditar em si mesmo. ''É claro que senti tristeza em dissolver um lar, mas hoje eu sinto que esta foi a melhor decisão que poderia ter tomado. Só saí ganhando.'' (M.G.)

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