A mãe se envolve com as compras e, por alguns momentos, esquece os filhos. Está formado o cenário perfeito para o desaparecimento de crianças. Segundo a tenente Roberta Mildenberger, a maioria das perdas acontece quando o foco principal da atividade realizada pela família não é a diversão dos pequenos. ''Se os adultos vão fazer compras, o melhor é deixar as crianças em casa. Se não for possível, é preciso atenção redobrada'', ensinou.
A dona de casa Priscila Martelozo, 24 anos, conhece bem o significado da advertência da policial. Seu filho Guilherme, três anos, ficou perdido por cinco minutos em uma loja de departamentos. ''No mesmo momento em que fui pegar o carrinho de compras, ele correu'', contou. Ela acionou a equipe de segurança, que levou poucos instantes para encontrar o menino. ''Antes dele ser encontrado, só pensava que alguém podia ter pego meu filho.''
Mãe das gêmeas Catarina e Beatriz, de 6 anos, a professora Maria Regina Braga Silva, 31, é um exemplo de mãe cuidadosa. As meninas sabem o telefone dos pais e o nome da rua onde moram. Na praia, são identificadas por pulseiras com os dados pessoais. Além disso, sempre andam de mãos dadas com os adultos. ''Sou meio exagerada, mas com duas não dá para bobear'', disse. Maria Regina conversa com as filhas e explica as consequências da falta de cuidado. ''Comento que, se elas saírem de perto, podem nunca mais me ver'', revelou. (C.A.)

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