Só peço que não acabe em cesta básica
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
Paula Costa Bonini<BR> Reportagem Local 
Mesmo com chuva e frio, amigos e parentes da família do bombeiro Ronaldo Lima Costa, morta no dia 23 de maio em um acidente de trânsito, realizaram um protesto na manhã de ontem no Calçadão de Londrina. Com faixas, tocando músicas religiosas e com camisetas com os dizeres Imprudência tem limite. Dirigir embriagado é crime, os manifestantes pediram justiça.
Foi uma perda muito grande. Não foi um acidente e sim uma imprudência que pode acontecer com outras famílias, afirmou Silvio Goes, irmão de uma das vítimas. O crime não pode ficar impune, acrescentou Eliane Cristina Martins Costa, cunhada de Ronaldo. Givago Costa Paganuci, sobrinho do sargento, concorda com Eliane e ressalta: Meu tio salvou muitas vidas como bombeiro e o causador acidente, que tirou a vida dele e de sua família, precisa ser punido.
A filha do sargento, Larissa Goes Costa, de 19 anos, foi a única sobrevivente. Ela teve politraumatismo, cortes na face, trauma crânio- encefálico moderado e passou por uma cirurgia na face. Eu só peço que não acabe em cesta básica. Foi um crime que tirou a vida de quatro pessoas, falou Larissa, acrescentando que, nesse momento, a fé em Deus, a família e os amigos é que estão sendo capazes de sustentá-la.
Além do sargento Ronaldo, de 48 anos, o acidente que aconteceu na Rodovia Carlos João Strass tirou a vida de sua esposa Sílvia Goes Costa, 45; do filho, Sílvio Goes Costa, 14, e do genro, Alex dos Anjos Lima, 24. O automóvel da família, um Corsa Classic com placas de Londrina, era conduzido pelo sargento quando foi atingido de frente por uma caminhonete F100, palcas de Londrina, dirigida por Robson Bandeira, 33.
Responsável pelo inquérito sobre o acidente, o delegado de Trânsito, Jayme José de Souza Filho, ouviu ontem a filha do bombeiro, que afirmou nada se lembrar sobre o acidente. O delegado irá pedir mais prazo para a conclusão das investigações está no aguardo de laudos periciais. Em seu depoimento, o condutor da caminhonete negou que tivesse bebido e afirmou não se recordar do momento do
choque.


