Há 11 anos diretor do Colégio Estadual Marcelino Champagnat, o professor de biologia Claudecir Almeida da Silva menciona opiniões atribuindo influência portuguesa na arquitetura do prédio. Com 2,6 mil alunos atualmente, o Champagnat é o terceiro estabelecimento no prédio. Construído em 1943, na Rua São Salvador, para o Grupo Escolar Ministro Osvaldo Aranha, em 1º de abril de 1946 o prédio foi cedido ao primeiro ginásio estadual de Londrina, inaugurado em 1º de abri de 1946 e denominado Professor Vicente Rijo.
Em 1967, muda-se o Vicente Rijo para a Avenida Juscelino Kubitschek. Ampliado, o prédio na São Salvador é ocupado em 1969 pelo Colégio Estadual Marcelino Champagnat, que fora criado em 1967 e vinha funcionando em salas dos colégios Marista e La Salle. Por isso e mais o fato de o secretário de Educação à época, Alberto Moro, ser ex-irmão marista, deliberou-se nominar Champagnat o estabelecimento.
Um dos aspectos mais interessantes da construção é lembrado por Claudecir Almeida: trata-se do primeiro edifício público em Londrina a ter um relógio externo, originalmente com 2,5 metros de diâmetro e mostrador de alvenaria, numa torre de 10 metros. Supostamente, a Construtora Thá, responsável pela obra, sugeriu a inclusão do relógio no projeto ao constatar a visibilidade que teria o prédio.
Instalado no decorrer de uma ditadura, coincidentemente o relógio parou ao se iniciar outra, a de 1964. E somente seria substituído 36 anos depois.
No governo Jayme Lerner houve a restauração do edifício e um novo relógio, adquirido em Portugal, foi instalado em abril de 2000, pelo técnico Fernando Moreira da Costa. Então, o primeiro relógio público computadorizado no Interior do Estado, informou a FOLHA. Oscila no máximo três segundos por ano e Claudecir não está lembrado se houve necessidade de acertá-lo. ''Estou aqui há 11 anos e não mexi.''
Paralelamente à restauração, substituiu-se o muro em frente pela cerca de ferro (grade) com pilastras, sendo modificado o portão principal. Conforme a sugestão do presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul) à época, Paulo Bombassaro, para simbolizar a influência dos ingleses e da cafeicultura na cidade.
A preservação do prédio é satisfatória; no momento só as palmeiras prejudicam a visão de uma parte da fachada e por isso serão retiradas, observa o diretor. (W.S.)

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