Só o gado é testemunha dos poços antigos
Filho de italianos, o paulista Nelson Devechi, de 70 anos, que mora a quase quatro décadas no bairro rural do Km 40, é o anfitrião ideal para mostrar onde ficam os poços antigos que a Petrobrás perfurou entre os meados de 60 a 70, em Joaquim Távora. Ele acompanhou a Folha em uma jornada pela zona rural, vencida por estradas mal conservadas e por uma infinidade de porteiras.
Sob a imagem majestosa da Serra da Figueira, a reportagem foi conhecer dois poços lacrados. O primeiro, no Sítio São Sebastião, é preciso passar por brejos e fazer autênticas escaladas para chegar até um modesto marco de concreto, tomado pelo pasto. ''A gente lembra quando tinha os operários instalando os equipamentos. Chegaram dois caminhões cheios de tubulação de cobre e aquilo se transformou em uma atração'', lembra Alfredo Fiaf, 55 anos, que ainda era uma criança quando tudo aconteceu. Hoje, lá no alto da colina, apenas o gado vê regularmente o cume da estrutura subterrânea, de 600 metros.
No Sítio São João, o cenário é o mesmo. O capim esconde parcialmente a ponta de metal da tubulação, que tem ao redor, uma caixa de concreto. ''A Petrobras já veio aqui inspecionar quando eu era criança. Eles continuam de olho'', diz Leonildo Gabriel, neto do dono da propriedade. (L.F.M.)





