Só é possível fazer o 'arroz com feijão', afirma secretário
O secretário municipal de obras, José Righi de Oliveira, afirma que os projetos engavetados no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) não foram executados por falta de dinheiro. Uma coisa é o Ippul projetar, outra coisa é encaixar esses projetos dentro da lei orçamentária, justifica. Segundo ele, a prefeitura também precisa se preocupar com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impede que a atual administração deixe dívidas para o sucessor.
O elevado sobre o aterro do Lago Igapó teria 260 metros de extensão e foi orçado em R$ 6 milhões em novembro do ano passado. A transposição acabou saindo sem o elevado e sem a rotatória programada para o cruzamento da Maringá com a rua Bento Munhoz da Rocha, custando R$ 450 mil à prefeitura. Nem todo o projeto feito pelo Ippul pode ser executado. Vamos fazer o feijão com arroz, é o que o município pode fazer, comentou.
O prolongamento em mais 1,1 quilômetro da Maringá até a Madre Leônia Milito com a avenida Ayrton Senna também ficará para o futuro. As duas pistas de 14 metros de caixa com um canteiro de seis metros foram avaliadas em R$ 1,8 milhão, fora as desapropriações na Gleba Palhano que, segundo Righi de Oliveira, chegariam a R$ 2,8 milhões.
A solução mais barata encontrada pelo município foi abrir a Rua João Wyclif, que deverá custar R$ 613 mil. Metade dos custos será paga pelos donos de imóveis na Gleba Palhano, beneficiados com a nova rua. A João Wyclif sai neste ano, acredita o secretário. (L.R.)





