O processo de seleção exclusiva para os povos indígenas é inédito no Brasil. Com a publicação da Lei Estadual 13.134. em abril de 2001, os índios passaram a ter uma cota de 15 cadeiras nas universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), Oeste do Paraná (Unioeste) e Centro-Oeste (Unicentro) – três por instituição.
Em fevereiro deste ano, 51 candidatos concorreram no 1º Vestibular Intercultural dos Povos Indígenas do Paraná, em Guarapuava. Dos 9.394 índios do Estado, apenas dois têm curso superior completo. O Estatuto dos Povos Indígenas, elaborado pelos índios (após recusarem a versão do documento redigida por deputados federais), atualmente está em tramitação no Congresso Nacional. No documento, destacam a importância da terra e sugerem que os termos ‘‘aldeia’’ ou ‘‘comunidade’’ indígena seja substituído por ‘‘terra’’.

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