Smoraleck será ouvido no caso da falsa advogada
James Alberti
O professor de matemática Aristóteles Smoraleck Júnior prestará, na segunda-feira, depoimento à Delegacia de Homicídios, que investiga o assassinato de Noemy Alcântara Rodrigues, 39 anos, que se fazia passar por uma advogada. Noemy morava num apartamento, na Rua Nilo Cairo, centro de Curitiba, que pertence a família de Smoraleck. O crime aconteceu em 5 de junho, na portaria do prédio onde Noemy morava. Ao descer para conversar com uma pessoa, ela teria sido atingida por dois tiros no rosto.
O superintendente da delegacia, Olívio Silva, disse ontem que o professor não foi indiciado pelo crime, apenas prestará esclarecimentos, já que existe a possibilidade de Noemy ter sido morta por causa de dívidas. Entre outras contas, ela devia dinheiro de aluguéis. O superintendente não descartou, porém, a possibilidade de indiciar o professor, se surgirem indícios.
Smoraleck ganhou espaço na imprensa nacional quando foi acusado de outro crime: a morte da própria mulher, Luciene Ribeiro de Paula, 18 anos. Luciene foi assassinada em agosto do ano passado, em Santiago, capital do Chile. A polícia local indicou o professor como o autor do crime.





