Smoraleck é preso e vai para Foz James Alberti De Curitiba O professor Aristóteles Smoraleck Júnior, 24 anos, preso na sexta-feira passada em Curitiba, deverá ser transferido para Foz do Iguaçu, Oeste do Estado, onde é acusado de alugar dois carros em locadoras e vendê-los no Paraguai. O professor está em uma cela do 3º Distrito Policial e ganhou espaço na mídia nacional em 1998, quando foi acusado de matar a própria mulher, Luciene Ribeiro de Paula Smoraleck, então com 18 anos. O crime ocorreu na cidade de Santiago, capital do Chile. Os dois teriam viajado para lá em lua-de-mel. Smoraleck voltou ao Brasil antes do corpo da mulher ser encontrado e foi indiciado pela polícia chilena como responsável pelo homicídio. Em agosto do ano passado, o professor foi acusado de outro assassinato: o da contadora Noemy Alcântara Rodrigues, 39 anos. A contadora residia em um imóvel da família Smoraleck e estaria devendo dinheiro dos aluguéis. Ela foi morta no saguão do prédio onde morava, na rua Nilo Cairo, centro de Curitiba, com dois tiros. O professor sempre negou ter cometido tanto um quanto outro assassinato. A morte da contadora ainda é investigada pela Delegacia de Homicídios. No Chile, o processo foi encerrado, indicando o professor como autor do crime. Apesar disso, Smoraleck não deverá responder pelo crime, uma vez que é Brasileiro e o crime ocorreu em outro país. O professor somente seria processado se voltasse ao Chile e fosse preso lá. O advogado Osmann de Oliveira, que defende Smoraleck da acusação de assassinato, foi procurado ontem pela Folha, mas não foi encontrado.

mockup