Smartphone reduz vandalismo em bibliotecas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de outubro de 2012
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
A popularização dos smartphones, telefones celulares com vários recursos multimídia, está ajudando na redução do vandalismo contra livros de bibliotecas. O fenômeno ainda é novo e ainda não existem pesquisas relacionadas ao assunto, mas a reportagem percorreu bibliotecas de Londrina e constatou a queda no vandalismo porque os estudantes copiam o conteúdos dos livros com o smartphone.
As estudantes de Arquitetura da Unifil, Mariana Landgraf e Michelle Ferreira, ambas com 22 anos, relatam que já fizeram uso do celular para tirar fotografias do conteúdo de livros. ''A direção da biblioteca permite que nós façamos isso quando não há mais de um livro disponível'', declara Mariana. Michelle, por sua vez, afirma que fotografar a obra é muito mais ágil do que se tivesse que escanear a imagem ou optar por qualquer outro método para obter a gravura.
''Às vezes temos que apresentar um seminário e não achamos a imagem na internet e quando encontramos em um livro tiramos uma foto com o celular e logo anexamos em nossa apresentação'', relata Michelle.
Também estudante de Arquitetura da Unifil, Bárbara Ortiz revela que já tirou fotografias de livros porque é mais prático do que copiar o conteúdo à mão. ''A gente perde menos tempo na faculdade e pode ficar mais tempo em casa'', afirma. Ela relembra que nos tempos em que estudava em um colégio estadual era muito comum ver livros com páginas arrancadas. ''As pessoas não tinham cuidado.''
Na Universidade Estadual de Londrina (UEL), a prática de tirar fotografias com smartphones também está bastante difundida entre os alunos. O estudante de Agronomia Tadeu Rodrigues de Melo, de 21 anos, conta que o único livro para a realização de um trabalho estava emprestado. Para que não ficasse sem entregar o trabalho, ele sacou o smartphone e tirou as fotografias do conteúdo que precisava do livro que estava em posse do colega. ''É claro que preferia ter estudado pelo livro, mas como não tinha opção o meu telefone me salvou.''
Existem ressalvas para a prática de se fotografar um livro. O ato de fotografar uma obra completa é crime, previsto na Lei Federal nº 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais), de 19 de fevereiro de 1998. Pela lei as pessoas podem copiar no máximo 10% de seu teor para fins didáticos. A estudante de Farmácia da UEL, Nathália Tatakihara, se limitou a esse percentual para reproduzir o conteúdo de um livro que precisava para estudar. ''Além disso, dá muito trabalho se for tirar fotos de um livro inteiro'', completa.


