Skatistas pedem segurança na pista
James Alberti
De Curitiba
A Federação de Skate do Paraná pediu ontem, no Comando do Policiamento da Capital (CPC), que a Polícia Militar aumente a fiscalização nas praças e ruas nas quais funcionam as quatro pistas de skate de Curitiba. As pistas estão nos bairros Xaxim, CIC, Alto São Francisco e Alto da XV.
Com cerca de 4.800 filiados, a federação quer evitar que os praticantes do esporte sejam confundidos com criminosos ou recebam a culpa por depredações, vandalismos e consumo de drogas. O presidente da entidade, Adalto Elias Pereira, denunciou o consumo de maconha e o comércio de drogas nas pistas de skate e disse ter condições de indentificar usuários.
Pereira não conseguiu, porém, conquistar a principal reivindicação que o levou ao CPC: o policiamento fixo nas pistas. O tenente-coronel Antônio Kasczeszen Júnior, um dos quatro oficiais que receberam Pereira, afirmou que não há condições de determinar a permanência de PMs nos locais indicados pelo líder skatista. Kasczeszen argumentou que o número de ocorrências é grande demais atualmente para permitir a fixação de soldados. O comandante do CPC, coronel Justino Henrique Sampaio Filho, não participou da reunião.
Uma alternativa seria a criação de pontos bases da PM nas quatro pistas, a exemplo dos totens. O tenente-coronel afirmou que existe a previsão de aumento dos totens. Isso, no entanto, está condicionado ao aumento do efetivo, de viaturas e de recursos do governo do Estado.
Sabatinado pelo quarteto policial, Pereira teve que explicar se a federação era legalizada e que tipo de benefícios prestava aos skatistas, antes de pedir para que a polícia policie. Quando pôde falar, afirmou que muitos dos crimes atribuídos aos skatistas são, na verdade, cometidos por pessoas que não praticam o esporte. Skatista é aquele que preserva as pistas e a imagem do esporte; aquele que denuncia os vândalos e traficantes, disse. A intenção da federação, afirmou, é separar o joio do trigo.
Outras duas propostas foram encaminhadas por Pereira. A primeira pedia uma parceria para evitar que skatistas andem nas canaletas dos ônibus. O presidente da entidade queria que os infratores tivessem os skates apreendidos e só pudessem pegá-los de volta após se credenciarem na federação. Caso fossem reincidentes, teriam a filiação suspensa e o skate retido. A segunda, pedia que o comando não mandasse policiamento para campeonatos que não fossem oficiais - Pereira disse que pretendia preservar a imagem dos skatistas. As duas propostas foram negadas pela PM.
De prático, Pereira só levou do encontro a promessa de que suas reclamações seriam analisadas e encaminhadas aos quartéis responsáveis pelo policiamento de cada pista.





