Skate e rock no Zerão
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domingo, 16 de outubro de 2005
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Calor, horário de verão, nada na tevê. Ingredientes perfeitos para um passeio pela cidade numa tarde de domingo. Melhor ainda se a saída custar pouco e agradar a toda a família. Em Londrina, uma caminhada pelo Zerão (Região Central) pode ser a melhor pedida. Por menos de R$ 10 pai, mãe e filho podem tomar uma água de côco, um caldo de cana ou um sorvete em contato com a natureza. Se a família não quiser gastar nada, pode aproveitar a infra-estrutura local, que engloba quadras poliesportivas, parquinho, aparelhos de ginástica e pista de corrida gratuitos à população.
Na tarde de ontem, o agito ficou por conta da galera do rock, que movimentou o Zerão com o Circuito Londrinense de Skate. O evento contou com a presença de mais de 80 participantes, entre adolescentes e crianças, de Londrina e região. Após a competição, a turma curtiu um show com cinco bandas londrinenses que tocaram pop rock, reggae e blues no anfiteatro do parque.
O tempo nublado também não impediu o funcionário da Sanepar Sidnei Fernandes e sua família de tomarem um sorvete no parque. ''Eu costumo correr todos os dias e nos fins de semana trago a esposa e o filho para brincar e tomar uma água de côco'', disse.
Caminhar e pescar à margem do Lago Igapó também pode ser uma opção divertida. O casal Rosana e Claudemir Santoro, de Nova Esperança (35 km a noroeste de Maringá), veio passar o fim de semana na cidade e aproveitou para levar as filhas Carolina e Camila para ver os gansos do Igapó, em companhia dos parentes londrinenses Lucy Ana e Fredrico Silva Júnior, que sempre levam a filha Flávia para passear no Zerão. ''É bonito de ver a alegria das meninas brincando com os 'patinhos''', assinalou a avó Lúcia Staut.
Para os mais animados, o tropeiro Lázaro Rodrigues da Silva oferece cavalgadas próximo à barreira do Igapó (Zona Sul), a R$ 2 por pessoa. Ele conta que os passeios costumavam acontecer às margens do Lago Igapó II (Zona Oeste), mas que a pedido dos moradores do local tiveram de ser transferidos. ''Só trabalho nos fins de semana e no período da tarde, quando o movimento é maior. Hoje, por exemplo, já atendi 18 crianças desde que cheguei'', afirmou.


