Situação prejudica professores e alunos
Para Vanessa Leite, a possibilidade de seu filho estudar no próximo ano nessa sala improvisada é motivo de preocupação. ''Quando a gente deixa nossos filhos na escola, sabe que a responsabilidade passa a ser da escola. Então é preocupante ver que eles tomam chuva e correm o risco de sofrer acidentes'', revelou, acrescentando que, no começo, os pais reclamaram, mas aceitaram apenas por saber que a situação seria provisória.
''Isso prejudica o desempenho dos professores e dos alunos, porque eles perdem muito tempo se deslocando. As crianças ficam muito agitadas, e não se sentem parte integrante da escola'', analisou a professora Suzilaine Passos Duarte. Segundo ela, até um comunicador via rádio foi providenciado para que os professores possam se comunicar com a sede, mas não é suficiente. ''Eles estão sozinhos nessas duas salas. Se uma criança passa mal, o professor não pode deixar a sala sozinha, e o aluno também não pode ir sozinho, passando mal, até a escola'', exemplificou.
A falta de estrutura incomoda também os alunos. ''A gente fica no escuro, é difícil enxergar. Também quando faz calor não dá para ligar o ventilador nem tem água gelada no bebedouro'', comentaram as estudantes Isabela, Cristina e Ana Paula. Segundo elas, quando chove, os alunos chegam ''molhados e fedidos'' na aula. ''A gente perde uns 10 minutos pra ir e voltar. Além disso, todo dia que não chove tem bêbado na pracinha. A professora fica com medo. Lá na outra escola é mais seguro, tem porteiro.'' (A.I.)





