De acordo com o médico gastroenterologista, Fernando César Dal Porto, de Bandeirantes (Norte), pessoas com diabetes, gestantes, obesos, idosos e aqueles que abusam do uso de laxantes também têm maiores chances de sofrer com a prisão de ventre. As principais queixas dos pacientes são dor abdominal, sensação de evacuação incompleta e número reduzido das evacuações. ''Em casos mais crônicos, pode ocorrer a formação de fecaloma, uma massa de fezes volumosa, dura; neste caso é necessária realização de uma lavagem intestinal para desfazer esse conteúdo'', explicou.
Se não for tratado, o problema pode evoluir e gerar graves complicações para o organismo. ''O paciente pode apresentar hemorróidas, fissuras anais, diverticulose e até mesmo câncer do intestino'', explicou. De acordo com o médico, em alguns casos, a mudança de hábitos alimentares e a inclusão de aividade física na rotina não são suficientes para solucionar o problema. ''Quando o paciente já se encontra em situação crônica é necessário acompanhamento médico e tratamento com laxativos'' afirmou.
Dal Porto disse que nos casos mais complicados o intestino leva entre dois e três meses para reaprender a evacuar. ''Alguns pacientes, por vergonha, ou por falta de tempo, não obedecem o estímulo cerebral oral-fecal, que é a vontade de evacuar após dietas. Quanto mais tempo as fezes ficam no reto, para serem eliminados, mais desidratadas elas ficam, favorecendo o aparecimento da prisão de ventre'', acrescentou.
O médico reforçou que o consumo de fibras associado à ingestão de líquidos e a prática de esportes é a melhor forma de prevenir o problema. ''O início dessa dieta com fibras deve ser gradual, pois depende da tolerância individual, e pode aumentar inicialmente a produção de gases, incomodando o paciente'', destacou. (M.A.)

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