Situação mostra descompromisso da mãe pelos filhos
O presidente do Conselho Tutelar de Arapongas, Júlio César Luis, disse que, na semana passada, outro caso chamou a atenção do órgão. Uma andarilha de Arapongas, de 26 anos, teria chegado no hospital, sem documentos, acompanhada de uma mulher. Para Luiz, os indícios ficaram claros que o bebê seria entregue para alguém.
''No dia que ela ia ter o filho, tinha vários policiais no hospital por causa de uma outra situação. Quando ela viu os PMs, ficou desesperada dizendo para todos funcionários que não ia entregar seu filho para ninguém. O comportamento dela foi estranho e por isso fomos acionados. Quando chegamos lá, ela continuou negando que daria seu filho e por não haver a conclusão do ato, o caso não chegou à polícia'', explicou o conselheiro.
Mesmo assim, a Justiça determinou que o filho fosse entregue aos seus familiares que residem em Apucarana. Segundo Luis, a mulher já tinha tido outros três filhos e nenhum deles vive com ela. ''É uma situação que mostra o verdadeiro descompromisso da mãe pelos filhos. Ela vive nas ruas e não tem nem condições de criar a criança. Temos percebido que esse tipo de atitude, infelizmente, tem se tornado comum. Há três anos trabalho como conselheiro e já tivemos pelo menos oito casos parecidos, de suspeitas ou que não conseguiram ser concluídos'', comentou.
Para ele, ''é um absurdo'' que muitas pessoas facilitem esse tipo de adoção. O conselheiro alerta também para o fato de que muitas dessas grávidas vivem em situação de risco e não têm acompanhamento médico durante a gravidez, colocando os bebês em risco. ''Tivemos o caso de uma criança que nasceu com a suspeita de ser portadora do vírus HIV, mas graças a Deus foi constatado depois que ela não tinha.'' (F.B.)





