Após enfrentar uma fase de agressões por parte do marido, a zeladora Joana (nome fictício), 38 anos, estava disposta a se separar. O casamento foi salvo, entretanto, pelo acompanhamento psicológico realizado no Centro de Atendimento à Mulher 25 de Novembro. ''A situação melhorou depois que ele começou a se tratar'', contou Joana.
As agressões cessaram, mas a convivência ainda está longe da relação idealizada pela zeladora. ''Tinha esperança que fosse haver mais diálogo'', disse ela, que é mãe de cinco filhos entre 2 e 18 anos e decidiu dar uma chance ao marido para manter a família unida. ''Se ele continuasse me batendo, eu teria separado'', garantiu.
Apesar do acompanhamento psicológico, Joana não considera que a relação entre o casal seja amigável. ''Só conversamos o necessário. Eu gostaria que houvesse mais colaboração por parte do meu marido e dos meus filhos'', revelou ela, que não se reconhece quando analisa seu cotidiano de mãe, trabalhadora, esposa e dona de casa. ''Nunca achei que fosse ficar presa à essa rotina'', lamenta.(C.A.)

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