Rolândia - O prédio da Escola Estadual Presidente Kennedy, em Rolândia, também teve boa parte da estrutura comprometida pela chuva do início do ano. O terreno cedeu com o excesso de água e causou rachaduras no chão, teto e paredes. Das 22 salas de aula, cinco estão interditadas.
Para acomodar todos os alunos, salas destinadas a outras atividades foram transformadas em salas de aula, a biblioteca funciona como sala de apoio e só pode ser usada três vezes por semana e a sala multifuncional, para alunos que precisam de atenção especial, foi transferida para o laboratório. Os banheiros ficaram na parte do terreno que cedeu e os alunos agora utilizam apenas os dois banheiros – um masculino e outro feminino – localizados na quadra de esportes. Os alunos menores usam o banheiro da biblioteca. "Não tem previsão de quando vem o dinheiro para a reforma. Estamos correndo atrás", disse a diretora, Maria Goreti Freitas Gomes.
Há cerca de 15 dias, alunos, professores e funcionários realizaram uma passeata para chamar a atenção para os problemas na escola e pedir apoio financeiro à comunidade. Uma das alternativas é construir uma escada externa que permita o acesso a uma sala de aula que não foi interditada, mas está na área de interdição. O projeto foi orçado em R$ 30 mil. Outra saída seria a construção de duas salas de aula em uma área no pátio da escola para servirem como sala de apoio e sala multifuncional. "Estamos pedindo à comunidade todo tipo de ajuda. Financeira, mão de obra, material de construção, o que o povo puder colaborar, da forma como puder ajudar. A obra não é responsabilidade só do governo. É de toda a comunidade também", cobrou a diretora.

NRE
A chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Lúcia Cortez, disse estar ciente dos problemas nas três escolas e que o órgão está trabalhando para solucioná-los o quanto antes. Segundo ela, a demora consiste na dificuldade de elaboração dos projetos, mas uma vez que estiverem prontos, o dinheiro para a reforma dos prédios deve ser liberado rapidamente porque as obras são consideradas emergenciais.
"Sei que os diretores ficam preocupados porque estão em uma situação precária. Eles têm medo de serem esquecidos porque estão instalados em outros locais. Mas sabemos das dificuldade e limitações de cada um e sabemos que a situação é preocupante. Estamos empenhados e trabalhando para resolver a situação", afirma Lúcia.

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