O presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Idoso, José Araújo da Silva, considera ‘‘altamente preocupantes’’ os dados do Ipea. Ele reforça que, além de não haver investimentos, há casos de instituições clandestinas que não oferecem condições dignas de atendimento.
  Silva lembra que ainda existe no País a cultura dos ‘depósitos de idosos’ e, para agravar, muitos abandonam seus familiares nestes locais, sem sequer visitar, sob o temor de ter que levá-los de volta para casa. Outra situação relatada por ele é que a ausência de instituições de longa permanência em vários municípios, exige que as famílias internem seus entes em outras cidades, o que dificulta a manutenção dos laços familiares.
  Por tudo isso, segundo Silva, o Conselho defende e estimula a ideia de cuidadores familiares. Tanto que apoiou a Secretaria de Estado da Educação na criação de curso profissionalizante de cuidadores de idosos. O curso já foi implantado em 12 escolas estaduais mas o objetivo é espalhar a iniciativa para o maior número possível de instituições estaduais de ensino. Uma grande preocupação, porém, é com a proliferação de cursos rápidos, de no máximo 50 horas, que, na opinião do presidente do Conselho Estadual dos Direitos dos Idosos, não são suficientes para preparar o aluno para os cuidados com esta parcela da população. (S.L.)

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