'Situação estava causando desconforto'
Foram as gargalhadas, o arrastar de cadeiras, o bater das portas dos banheiros, além dos toques de celulares e o volume das conversas que fizeram com que a coordenação da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá (UEM) resolvesse implantar a Campanha do Silêncio, no mês passado.
Segundo a diretora em exercício da biblioteca, Mariza Nogami, a iniciativa surgiu após a equipe da unidade perceber que a intensidade dos ruídos provocados pelos alunos e funcionários atrapalhava a concentração dos usuários. ''A situação já estava causando um desconforto para todos'', afirma a diretora, salientando que a ação visa resgatar um comportamento que propicie a concentração dos alunos para realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão. De acordo com ela, a campanha deve seguir até dezembro, com a utilização de cartazes, paineis e faixas, além de atividades culturais, como teatro mudo. ''Já pudemos perceber a diminuição do barulho'', afirmou.
Na Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina (UEL), foi realizado um projeto de conscientização dos alunos e funcionários para a manutenção do silêncio em 2009. ''Reconhecemos essa necessidade que todas as bibliotecas têm de ser um local silencioso'', afirma a diretora da biblioteca Maria Elisabete Catarino.
Para os estudantes de Economia Rafael de Freitas e Maria Amélia Rossi Gholmie, a Biblioteca Central é um local silencioso e raramente eles encontram dificuldade para conseguir se concentrar. ''Eu frequento a biblioteca sete vezes por mês, principalmente quando preciso para estudar para prova e acho que as pessoas respeitam bastante os demais usuários'', afirmou Freitas. (F.C.)





