Curitiba - Os problemas enfrentados pelos profissionais da saúde parecem não abalar o otimismo do diretor do Pronto-Socorro de Guaratuba, Antonio Barbosa Rodrigues Neto. ‘‘A situação está muito perto da normalidade’’, informou. Segundo ele, os únicos salários atrasados são os dos médicos. Ele nega que os dentistas também estejam sem receber. ‘‘O prefeito priorizou o pagamento de quem ganha menos de R$ 3 mil’’, explicou.
  ‘‘Estivemos em Joinville negociando com um fornecedor de remédios e produtos hospitalares e ele entendeu a situação e voltou a nos atender’’, contou. Para contornar a falta de material, relatou, a prefeitura emendou o feriado do Dia do Funcionário Público, no último dia 28, para poder centralizar os estoques. ‘‘Foram os únicos dias em que os postos ficaram fechados’’, disse.
  O secretário interino de Saúde do município, Cleocir Portela, admitiu que a situação é complicada. ‘‘A prefeitura está com pouco dinheiro, então não posso contratar mais ninguém.’’ Segundo ele, o estoque de medicamentos deve durar até o início da Operação Verão, quando a cidade receberá recursos e médicos do governo do Estado. Por enquanto, ‘‘até AAS está faltando’’.
  Portela admitiu que a situação dos laboratórios é complicada. ‘‘Mas quando é emergência eles nos atendem’’, garantiu. No dia em que a reportagem esteve na cidade, Portela não pôde ser localizado. O secretário havia deixado o celular no PS para ser usado pelos funcionários uma vez que o telefone fixo do local estava cortado. (R.C.F.)

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