Situação em Londrina é 'extremamente' preocupante
Com a capacidade de investimento dos municípios cada vez mais apertada, as médias e grandes cidades não teriam como garantir hoje um futuro com qualidade de vida para seus habitantes. Em Londrina, o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul), Carlos Hirata, admite que ''vê (o crescimento da frota) com extrema preocupação, porque não existe estrutura viária capaz de suportar uma demanda tão grande de veículos''. Atualmente, o trânsito já é problemático em algumas vias importantes em certos horários.
Hirata comenta que apenas com a caneta nenhum administrador público vai conseguir evitar que os problemas aconteçam. Ele argumenta que o carro hoje, diferente do passado, deixou de ser um patrimônio e está se tornando um bem de consumo, similar a um eletrodoméstico, uma roupa nova. ''As pessoas vestem os seus carros e, por isso, temos que trabalhar com a consciência da sociedade'', assinala.
Por outro lado, o presidente do Ippul lembra que soluções para melhorar o fluxo de veículos em determinados pontos são tomadas cotidianamente mas é impossível haver sistema viário que dê conta dentro de uma ou duas décadas de tamanha sobrecarga. ''Na questão da mobilidade urbana temos que buscar alternativas que não sejam o veículo particular'', cita. Neste sentido, ele aponta que o mais inteligente é investir em um transporte coletivo de qualidade e eficiente, que seja usado também por aqueles que tenham carros.
Hirata adianta que será fundamental para a cidade criar canaletas exclusivas para ônibus dentro de alguns anos. Ele cita ainda que o trem de passageiros que deverá ser reintroduzido na região dentro de alguns anos também deverá aliviar um pouco o tráfego em Londrina, porque pode evitar a entrada de veículos da região na cidade. (L.A.)





