Situação em Londrina é constrangedora
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de março de 1998
Giovani Ferreira e Guilherme Vieira 
Segundo o sub-delegado do Ministério do Trabalho em Londrina, Dorival Arantes, a situação na cidade é constrangedora. Arantes informa que enquanto a demanda é de 200 Carteiras de Trabalho por dia, a sub-delegacia distribui apenas 50 senhas. Isso acaba gerando filas imensas nas madrugadas e, para amenizar a situação, há uma orientação para que um segurança fique do lado de fora do prédio para evitar assaltos e o comércio de senhas, diz.
A sub-delegacia de Londrina espera acabar com as filas em 60 dias, assim que receber da DRT um computador para agendar os atendimentos com antecedência. Arantes explica que já tentou operacionalizar o sistema manualmente, mas não conseguiu. Pelo menos ninguém vai precisar ficar na nossa porta de madrugada, promete.
Ponta Grossa - Em Ponta Grossa quem precisa tirar a Carteira de Trabalho não enfrenta fila, mas espera até 40 dias para receber o documento. Uma média de 50 pessoas por dia procuram a sub-delegacia do Ministério do Trabalho. De acordo com o sub-delegado Cleófas Viana de Moraes, todas são atendidas sem precisar esperar por mais de dez minutos. Apesar da agilidade da sub-delegacia, a emissão da carteira acaba emperrando na DRT, em Curitiba.
Viana acredita que o sistema deve se tornar mais ágil dentro de cerca de 30 dias, com a informatização das sub-delegacias. Ele explica que as carteiras vão continuar sendo emitidas pela DRT, mas os dados dos trabalhadores serão transmitidos imediatamente pelo computador.
Em Ponta Grossa, as pessoas que têm urgência da Carteira de Trabalho procuram os municípios vizinhos, como Castro, onde ainda vigora o sistema antigo e o documento é emitido na hora.


