Situação é precária no acampamento Boa Sorte
As condições de vida no acampamento Boa Sorte são precárias. A água utilizada no local é proveniente de um córrego que é canalizada para um tanque. Não existe nenhum tipo de tratamento e as famílias acabam usando a água turva para tomar banho, lavar roupas e louças. Para beber, os trabalhadores utilizam a água que sai da tubulação, vinda diretamente do córrego.
Desde que montaram o acampamento na fazenda pela segunda vez, no início deste mês, os sem-terra reivindicam ao Incra a instalação de uma bomba no poço artesiano, mas o pedido ainda não foi atendido.
Durante a visita da Folha ao acampamento, as famílias que estavam no local evitaram dar declarações. Uma mulher com idade entre 20 e 25 anos que não quis se identificar, está no acampamento com o marido e um filho. Ela disse que está no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra há seis meses.
Como a maioria das famílias no acampamento, ela também estava em Ibema e disse que entrou para o MST junto com o marido porque a sogra e os cunhados dela já conseguiram um lote de terra na região de Cascavel.
Indagada sobre os saques à Fazenda São José, ela desconversou. Estamos aqui porque o Incra prometeu uma área, mas está tudo enrolado e a gente não tem o que comer, disse. (L.P.)





