A vida dos investigadores da Polícia Civil que trabalham em DPs com carceragens em Londrina nunca esteve tão ameaçada. Divididos entre a missão de garantir a segurança e o direito de se protegerem, criticam que as condições de trabalho são péssimas e que não têm condições de conterem o ímpeto de fuigr dos presos.
''A situação está caótica. Não é mais superlotação. Já virou megalotação'', reclamou um investigador que cumpre plantões de 24 horas em um DP. Segundo ele, há dificuldades até para fazer com que os presos que saem para audiências na Justiça retornem para as celas.''Só conseguimos colocá-los de volta quando pedimos apoio do Pelotão de Choque'', disse. Sem condições de poder entrar na carceragem à noite, ele confessou que não tem como se proteger nem proteger os vizinhos do DP.
O presidente do sindicato da categoria em Londrina, Ademilson Alves Batista, disse que cobrou melhorias do governo do Estado mas o cenário só deve mudar quando for entregue, em março, o novo Centro de Detenção. A Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que o governador Roberto Requião acenou com a possibilidade de realização de concurso para a Polícia Civil em 2006. (L.A.)

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