Diante da pressão da Promotoria Pública para extinção da Frente de Trabalho até o final desse ano, a Prefeitura está preparando um estudo para saber o que representam esses 1.803 prestadores de serviços. A análise, segundo o secretário de Fazenda, Luís César Guedes, deve estar pronta até meados de junho.
‘‘A manutenção da Frente de Trabalho como está hoje representa sérios problemas que atingem até a legalidade’’, diz o secretário. Segundo o presidente do Sindserv, Gláudio Renato de Lima, a auditoria realizada por técnicos da Universidade de São Paulo (USP) na Prefeitura, no início do ano, aponta a possibilidade de três ou quatro pessoas da Frente de Trabalho estarem recebendo em nome de outros já dispensados.
Segundo Guedes, não é possível usar tratamento único para todos da Frente de Trabalho, devido às particularidades, como o caso dos que já deveriam estar aposentados, os de nível superior e o pessoal que atua na parte administrativa.
‘‘Precisamos saber onde está e o que faz cada um desses operários e até onde a Prefeitura realmente precisa do serviço’’, alega Guedes. ‘‘Até junho teremos um retrato bem detalhado da Frente de Trabalho e as possíveis soluções’’.
(Edmara Michetti)

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