Situação de risco em Londrina
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quinta-feira, 19 de maio de 2011
Micaela Orikasa <br> Reportagem local 
Em Londrina, o Lar dos Vovozinhos Raul Faria Carneiro e Vovozinhas Gilda Marconi abrigam cerca de 60 idosos, através de um convênio com a Secretaria Municipal do Idoso. A vice-presidente da entidade, Julia Barros, afirma que a maioria dos abrigados não está na condição de abandono, que é quando a família não quer cuidar. ''O que existe são homens e mulheres em situação de risco, que envelheceram e não possuem filhos e nem parentes. São sozinhos'', afirma.
De acordo com a assistente social da entidade, Daniela Cristina de Mattos Silvestre, a maioria dos abrigados mantém um vínculo com familiares ou amigos, mas revela que há casos em que isso não é possível. É o caso de uma mulher que está no Lar há mais de 20 anos. Ela é portadora de deficiência intelectual e é solteira. ''Não conseguimos nenhuma referência de conhecidos e tampouco de familiares. Ela ficará aqui por tempo indeterminado'', afirma a assistente social.
Daniela estima que das 30 vagas ofertadas aos homens pela Secretaria do Idoso, 80% possuem um histórico de solteiro ou sem parentes. Das mulheres, são pelo menos 15 do mesmo número de vagas. ''Eles chegam em situação de vulnerabilidade e a nossa prioridade de serviços é justamente atender essas pessoas que não têm ninguém. Nós procuramos manter um vínculo com conhecidos, nem que seja vizinhos ou amigos distantes'', conta, ressaltando que há sucesso na maioria dos casos.
No Asilo São Vicente de Paulo, criado em 1926 em Curitiba, há 128 mulheres que vivem no local por motivos de abandono. Existem casos de idosas que estão no abrigo há 40 anos. ''Aqui já foi um lugar para abrigar moças desamparadas, algumas que viviam nas ruas. A maioria delas continuou morando aqui'', conta o diretor-administrativo da casa, Edison Oliveira. (Com A.F.)


