Situação de praças preocupa moradores
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sábado, 14 de dezembro de 2013
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Londrina - O cenário na Praça Horace Wells, no Jardim Alvorada (zona oeste de Londrina) era bem diferente décadas atrás. Quem mora ao redor do espaço lembra que toda a comunidade usufruía do local, inclusive as crianças. Atualmente, a praça só tem sido alvo de reclamações da vizinhança.
Localizada entre as ruas Jandaiá e Ponta Grossa, a praça que é uma homenagem aos poetas japoneses também abriga o campus do Instituto Federal do Paraná. Porém, nada disso impede que à noite ela seja ocupada por usuários de drogas. "Inclusive tem dias que andarilhos dormem por aqui. O problema é que além da insegurança, eles deixam muito lixo e acabam até ateando fogo", comenta a diarista Ondina Veronez.
A moradora Maria Neusa Santos Souza reclama que o mato que as equipes de limpeza pública roçam ficam acumulados em montes e não têm sido recolhidos. "Na semana passada, por três vezes, atearam fogo nesses montes. Temos medo de que uma hora esse fogo se alastre. A gente não vê quem faz isso, mas tem acontecido constantemente e é algo realmente preocupante", desabafa. A última vez que atearam fogo no local foi ontem, no início da tarde.
Uma das primeiras moradoras entorno da praça, que pediu para não ser identificada, conta que após reclamações conseguiram que a iluminação fosse melhorada, mas revela que o local segue em situação de abandono. "A gente queria uma praça para prática de esporte, para ser usada pela comunidade e não por drogados", afirma.
A mesma cena se repete em outras regiões da cidade. Na zona sul, no Conjunto Cafezal 3, o casal Elisabete e Antônio José Silva acompanhou o "abandono" da praça da Rua Jovino José Dias. Eles, que moram em frente, reclamam dos "maus" frequentadores, vandalismo e o mato alto.
"A gente chama a polícia, mas eles saem correndo e acaba não dando em nada. Essas plantas que estão aqui são cuidadas por moradores, inclusive fomos nós que limpamos esse lugar de vez em quando. É uma pena porque era um lugar bonito, com bancos para gente sentar e conversar. Agora está impossível", comenta a dona de casa.
Rebe José Almeida, outro morador do bairro, confirma que antigamente a praça era usada pela comunidade, mas que agora é alvo constante de vândalos. "Quebram os bancos, as lâmpadas e jogam muito lixo. É um abandono só", conta.
Roçagem
O coronel Rubens Guimarães, secretário municipal de Defesa Social, diz que a Guarda Municipal (GM) recebe inúmeras denúncias sobre usuários de drogas em espaços públicos, mas que a maioria é concentrada na região central, como no Zerão e na Praça Tomi Nakagawa.
"O espaço público é atribuição da GM, mas quando a presença da Polícia Militar se faz necessária, fazemos uma ação em conjunto. A população, diante de uma situação de vandalismo ou até mesmo de perturbação de sossego nesses locais, pode acionar a Guarda pelo 153", orienta.
O diretor de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Gilmar Domingues, ressaltou que as empresas responsáveis pela capina e roçagem no município devem recolher o mato e, caso isso não ocorra, serão notificadas. "Temos observado que ao utilizar tratores e outras máquinas, a capacidade de roçagem das equipes é maior do que o rendimento no que se refere ao acabamento, mas até sábado essa sobra será recolhida", garante, se referindo à praça do Jardim Alvorada.
Em relação à praça do Conjunto Cafezal 3, Domingues comenta que há um atraso na agenda, mas que até o final deste mês todas as praças serão atendidas. "Não existe prioridade no cronograma. Trabalhamos de acordo com o último LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti), em uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde", conclui.


