Situação de possível ameaça preocupa pais e alunos na zona norte
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terça-feira, 11 de setembro de 2018
Micaela Orikasa <br> Reportagem Local 

A rotina escolar no Colégio Estadual Pe. Wistremundo Roberto Perez Garcia, no Parque Ouro Verde (zona norte de Londrina) foi afetada na manhã desta terça-feira (11). Cerca de 150 dos 500 estudantes dos ensinos fundamental 2 e médio não compareceram às salas de aula, por medo de ameaças. Na quinta-feira (6), três alunos teriam, de acordo com a direção da escola, ameaçado de morte uma professora e demais alunos do colégio. A história foi ganhando proporções entre pais e alunos através das redes sociais e nesta manhã muitos alunos faltaram por medo de violência. Segundo o diretor auxiliar André Maurício Teixeira, a escola está tomando todas decisões legais, desde o registro de BO (Boletim de Ocorrência) e afastamento temporário da professora.
"Estamos recebendo as orientações do Núcleo Regional de Educação e uma patrulha da polícia está no pátio da escola. Também já conversamos com estes alunos e seus responsáveis. As aulas seguem normalmente", afirma.
A FOLHA esteve na escola pela manhã e acompanhou a preocupação de pais e alunos. Muitos buscavam informações, como a mãe de uma aluna do 8° ano. "Estou assustada e, antes de ir trabalhar, resolvi passar na escola para descobrir o que está acontecendo. Hoje ela não veio estudar e tudo bem, mas e amanhã e depois?", questiona ela, que pediu para não ser identificada.
A assistente Ingrid Liotto, do NRE (Núcleo Regional de Educação) de Londrina, disse que "ao que tudo indica, foi uma brincadeira". No entanto, destacou que diante de uma situação de ameaça, nenhuma possibilidade é descartada. "Todas as providências já foram tomadas. Esses três alunos não estão indo à escola até para evitar tumultos e manifestações por parte de outros estudantes. Queremos que a rotina da escola continue", ressalta.
A diretora-geral do colégio, assim como a chefe do NRE de Londrina, Luzia Maria de Jesus Alves, estão em Curitiba, participando de um curso de formação que envolve todos os diretores da rede estadual de ensino. Segundo o diretor auxiliar, com o retorno da diretora e da chefe do NRE, serão definidos os próximos procedimentos.
Liotto disse que as ameaças não podem ser descartadas, mesmo não sendo de forma escrita, ou realizadas por meio de gestos ou de imagens. Ela ressaltou que o NRE tem um cuidado grande em relação a tudo quanto é ameaça. "Da mesma forma temos essa preocupação em relação à veiculação dessa notícia. O fato tinha acontecido na quinta-feira, véspera de feriado, e já era caso encerrado para nós. O caso teria um encaminhamento interno, com trabalho de formação. Na segunda-feira houve aula normal e, de repente, nesta terça-feira a notícia estoura na rede social. Eu também sou mãe e se recebesse essas informações não deixaria meu filho ir ao colégio", destacou a assistente do NRE. "A gente queria resguardar os professores e alunos, que são menores de idade. A rede social veio para conturbar tudo isso e foi um alarme desnecessário", criticou.
PAI REBATE ACUSAÇÕES
O pai de um dos alunos que supostamente teria feito a ameaça procurou a reportagem da FOLHA e afirmou que a história da ameaça não é verdadeira. "Estamos assustados com a situação. Eu e os pais dos outros alunos só ficamos sabendo desta situação quando fomos chamados na delegacia. Eu e minha família estamos em viagem, mas assim que retornarmos vamos pedir esclarecimentos junto ao NRE", diz.
Ele conta que conversou com os três adolescentes e os mesmos garantem não ter tido nenhuma participação nisso. "Não houve nenhum tipo de ameaça e a própria polícia garantiu que não há provas", sustenta.
Na tarde desta terça-feira (11), ele ligou ao NRE e recebeu a informação de que haverá a reunião entre os pais dos alunos supostamente envolvidos, professores, conselho escolar e a diretoria da escola para esclarecer os fatos.A data desse encontro ainda não foi definida. (Colaborou Vítor Ogawa/ Reportagem local)


